- BTG Pactual não descarta avançar com a compra do Digimais; acordo de intenção de compra foi firmado em abril deste ano.
- A empresa diz que a conclusão depende de lançamento de um processo competitivo aprovado e de uma declaração de sua proposta vencedora, com possibilidade de acordo com o Fundo Garantidor de Créditos.
- A Polícia Federal deflagrou a Operação Miragem, com nove mandados de busca e apreensão e bloqueio de bens de até 670 milhões de reais; investigação aponta possível manipulação de Relatórios Financeiros do Digimais para ocultar a real situação.
- O Digimais afirmou estar à disposição das autoridades e seguir transparência e cooperação com as apurações.
- O bispo Edir Macedo, ligado ao banco, declarou estar tranquilo em discurso público, sem mencionar a operação policial.
O BTG Pactual não descarta avançar com a compra do Digimais, alvo de operação da Polícia Federal que investiga supostas fraudes contábeis. O banco e o Digimais haviam assinado um acordo de intenção de compra em abril, com perspectiva de conclusão mediante condições específicas.
Em comunicado divulgado nesta quarta-feira, o BTG afirmou que o andamento da transação depende de um processo competitivo lançado pelo qual terceiros poderão apresentar propostas, além da necessária aprovação e participação do FGC. A condição de vencedora ainda não foi verificada.
Na época da assinatura do acordo, a imprensa indicou que a conclusão exigiria tratativas com o Fundo Garantidor de Créditos para financiar a operação. O BTG acrescentou que, caso haja o lançamento do processo, analisará a oportunidade com base nas informações disponíveis.
A Operação Miragem, deflagrada pela PF, investiga um suposto esquema fraudulento no Digimais, com semelhanças ao modus operandi observado no Banco Master. A investigação envolve nove mandados de busca e apreensão contra diretores, conselheiros e empresas ligadas ao Digimais.
A Justiça Federal em São Paulo autorizou o bloqueio de bens de até 670 milhões de reais e a quebra de sigilo bancário e fiscal dos alvos. As apurações apontam a possível manipulação de relatórios financeiros para ocultar a real situação da instituição.
O Digimais afirmou estar à disposição das autoridades e reforçou o compromisso com a transparência. O banco também confirmou a cooperação com as investigações e afirmou manter a comunicação com os órgãos competentes.
Sobre Edir Macedo, bispo e acionista de instituição ligada ao Digimais, a PF não apresentou acusações diretas. A defesa de Macedo não se manifestou de forma oficial até o momento, e ele permanece em silêncio sobre o desdobramento da operação.
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