- Lançado pela organização sem fins lucrativos RSL Media, criada pela atriz Cate Blanchett, o Registro de Consentimento Humano permite que pessoas dos Estados Unidos e da União Europeia definam permissões para uso de nome, voz e imagem por IA.
- O serviço oferece três níveis de consentimento, em formato de semáforo: proibido (vermelho), permitido com condições (amarelo) ou permitido (verde).
- Ao se cadastrar, o usuário recebe um identificador chamado Human Consent ID, que pode orientar sistemas de IA a consultar as permissões antes de usar a identidade em treinamento.
- A iniciativa pretende expandir para obras, personagens e marcas, levando o modelo de consentimento além da pessoa física.
- Não há mecanismo legal que obrigue empresas a cumprir as escolhas registradas; o registro funciona como declaração de vontade, e há preocupações de privacidade ao compartilhar dados pessoais.
A atriz Cate Blanchett lança uma ferramenta gratuita para controlar o uso de identidade em IA. O serviço, chamado Human Consent Registry, foi criado pela organização sem fins lucrativos RSL Media e lançado recentemente. A iniciativa visa permitir que pessoas definam como nome, voz e imagem podem ser usados em modelos de IA.
Com o registro, qualquer pessoa nos Estados Unidos ou na União Europeia pode criar um documento verificável que indica o que aceita ou não que a IA faça com sua aparência, voz e traços. Ao se cadastrar, o usuário recebe um identificador chamado Human Consent ID, que pode ser consultado por sistemas de IA antes de incluir a identidade nos treinamentos.
O formato do consentimento é inspirado no modelo de semáforo: proibido (vermelho), permitido com condições (amarelo) ou permitido (verde). O objetivo é transformar consentimento em ativo acessível para IA e ampliar o uso para além de pessoas, incluindo obras, personagens e marcas no futuro.
A iniciativa se ancora no padrão Really Simple Licensing (RSL), usado para licenciamento de conteúdo. A RSL Media pretende estender esse conceito para a própria imagem e traços pessoais. A proposta surge em meio a debates sobre o mercado de licenciamento de dados para IA e o valor comercial do consentimento e da proveniência das informações.
Entretanto, o registro enfrenta limitações práticas. Não há mecanismo legal que obrigue empresas de IA a consultar o registro ou seguir as escolhas dos usuários. O cadastro funciona como uma declaração de vontade, sem garantia de cumprimento.
Preocupações com privacidade também são apresentadas. Para se registrar, é necessário fornecer dados pessoais a terceiros, o que requer cautela. A RSL Media planeja expandir o serviço, incluindo titulares de obras, personagens e marcas, ampliando o alcance do modelo de consentimento.
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