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CDB do Digimais: saiba como investir com segurança

PF aponta rombo de R$ 8,5 bilhões no Digimais; quem tem CDB com liquidez diária deve resgatar já, senão risco de perdas não cobertas pelo FGC

Digimais tem rombo calculado em R$ 8,5 bilhões
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  • A Polícia Federal aponta rombo de 8,5 bilhões no Digimais, com indícios de gestão fraudulenta semelhantes aos do Banco Master.
  • Após a Operação Miragem, as chances de o Digimais ser salvo diminuem; acordo de compra com o BTG pode desmoronar e o Nubank já avaliou, mas deixou de lado devido a riscos.
  • Quem tem CDB com liquidez diária deve pedir resgate imediatamente; títulos sem liquidez diária provavelmente não valem a pena, pois o preço no mercado tende a ficar baixo.
  • Em caso de liquidação, o Fundo Garantidor de Créditos paga até 250 mil por conglomerado financeiro; valores acima disso podem não ser protegidos e precisarão ser vendidos a preço de mercado.
  • Em termos de rentabilidade, um CDB do Digimais a 121% do CDI hoje rende, em exemplo, cerca de R$ 10,650 em 2026 contra R$ 545 do Tesouro Selic, mas envolve o risco de quebra e possível atraso no ressarcimento pelo FGC.

O banco Digimais, vínculo de Edir Macedo, está sob investigação da Polícia Federal por indícios de gestão fraudulenta. A operação Miragem, deflagrada na terça-feira (23), aponta rombo estimado em 8,5 bilhões de reais. Dados apontam para práticas semelhantes às do já liquidado Banco Master.

A PF informou que a situação dificulta qualquer cenário de recuperação rápida. O BTG Pactual chegou a manter acordo para comprar o Digimais em abril, mas a negociação pode cair caso permaneçam as suspeitas de fraude. O Nubank já havia considerado aquisição, mas desistiu por riscos reputacionais e operacionais.

Para quem tem CDBs ou títulos emitidos pelo Digimais, o cenário exige ações prudentes. Títulos com liquidez diária devem ser resgatados o quanto antes. Títulos com liquidez alta, porém sem liquidez diária, podem ter valor de mercado prejudicado. O ressarcimento pelo FGC depende do limite de 250 mil reais por conglomerado financeiro.

Caso o banco seja liquidado, o FGC poderá indenizar até 250 mil reais por investidor, somando juros até a data de liquidação. Valores superiores a esse teto não são garantidos, o que pode exigir venda no mercado para minimizar perdas. A diferença entre a venda de ativos e o valor garantido pode ocorrer.

Interessados devem avaliar custos e riscos. Enquanto o FGC protege parte do capital, a recuperação de recursos acima do teto pode levar meses. Em comparação, investimentos como o Tesouro Selic oferecem maior segurança, com retornos previsíveis. O retorno potencial dos CDBs do Digimais, frente ao risco, é tema de debate entre analistas.

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