- O CEO da Latam Brasil, Jerome Cadier, afirmou que o preço das passagens deve demorar de seis a doze meses para cair, mesmo com a recente queda do petróleo.
- Ele explicou que o custo do QAV (querosene de aviação) continua alto, devido à disponibilidade das refinarias e aos impactos da guerra no Irã.
- Cadier disse que não se espera o retorno dos preços aos patamares pré-guerra; o barril de petróleo não deve voltar a esse nível tão cedo.
- O executivo aponta que o aumento de passageiros no Brasil depende principalmente da renda, não da queda de preços; citou a isenção de imposto de renda para quem ganha até R$ cinco mil como medida positiva.
- No Brasil, cerca de 20 milhões de pessoas viajam de avião; Cadier defende planejamento de longo prazo para o setor e mencionou debates com empresários, incluindo Luiza Trajano e Artur Grynbaum.
O CEO da Latam Brasil, Jerome Cadier, afirmou que o preço das passagens aéreas deve demorar a cair, mesmo com a recente queda do petróleo. A projeção é de que ajustes nos preços ocorram entre seis e 12 meses. A reportagem foi feita durante jantar com empresários promovido pelo grupo Mercado & Opinião.
Cadier explicou que, apesar da queda no preço do petróleo, o custo do combustível de aviação permanece elevado. O Querosene de Aviação (QAV) depende da disponibilidade das refinarias, afetadas pela conjuntura internacional envolvendo o Irã. O executivo conversou com a reportagem do UOL.
Segundo ele, não é possível esperar que as tarifas voltem aos patamares pré-guerra, pois o barril de referência também não deve retornar tão cedo. O Brent tem operado abaixo de US$ 80 nos últimos dias, em meio a mudanças no tráfego pelo estreito de Hormuz. A Petrobras também reduziu o preço do QAV no início de junho, mas o custo acumula altas desde o começo do ano.
Cadier ressaltou que o aumento de passageiros no Brasil depende mais da renda disponível do que de queda de preços. A isenção do imposto de renda para quem ganha até R$ 5 mil foi apontada como positiva para o setor. Atualmente, cerca de 20 milhões de brasileiros viajam de avião, segundo o executivo.
Para ampliar a demanda, ele citou a necessidade de planejamento de longo prazo no setor. Em debate com empresários, participaram Luiza Trajano, Artur Grynbaum e outros. Trajano defendeu metas de longo prazo para áreas como saúde e destacou a importância de ter um planejamento estratégico de 15 anos, com continuidade entre gestões.
A empresária também comentou a importância de mais mulheres em cargos de liderança. O grupo Mulheres do Brasil, de sua coordenação, busca ter 50% das posições assim até 2030. Trajano mencionou ainda o equilíbrio como fator positivo para a gestão.
Grynbaum enfatizou a criação de condições estruturais melhores para os negócios no país. O executivo afirmou que, com ambiente adequado, quem conseguir dialogar bem com o consumidor tende a ampliar sua participação de mercado.
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