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CMO da Unilever: esquecemos de perguntar o que realmente importa

CMO da Unilever diz que é preciso perguntar o que importa às pessoas e apostar em comunidades, não apenas em formatos, redefinindo o marketing no Lions

Leandro Barreto, CMO global da Unilever para marcas de beleza e bem-estar da Unilever, falou sobre a força do storytelling no Cannes Lions
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  • Leandro Barreto, CMO global das áreas de beleza e bem‑estar da Unilever, disse no Cannes Lions que as marcas devem perguntar o que as pessoas realmente querem dizer sobre elas, para construir comunidades e direcionar o marketing para além de formatos e canais.
  • Ele afirmou que, no passado, valor foi trocado por volume e que conteúdos criados atualmente muitas vezes não chegam ao público, provocando uma mudança no posicionamento da empresa.
  • Zena Arnold, executiva de marketing da Sephora nos Estados Unidos, destacou que a IA pode ajudar, mas a vivência social não pode ser substituída pela tecnologia; as comunidades são essenciais para grandes empresas.
  • Matt Strauss, chairman da NBCUniversal, afirmou que permanecer relevante por um século depende de criar histórias com as quais as pessoas se importem.
  • Justin Wroe, chief commercial officer da Omnicom, ressaltou que anúncios que interrompem a experiência de consumo afastam o público e que é preciso considerar os pontos de contato com os consumidores ao longo do caminho.

Leandro Barreto, vice-presidente de marketing global das marcas de beleza e bem-estar da Unilever, afirmou no Cannes Lions, na quarta-feira, 24, que as empresas precisam ouvir mais os consumidores. Em vez de falar o que as marcas querem comunicar, a Unilever passou a perguntar o que as pessoas querem dizer sobre suas marcas. O objetivo é construir comunidades ao redor das marcas, não apenas conteúdos.

O CMO destacou que, ao priorizar pessoas, a empresa mudou decisões de marketing além de formatos e canais. Em vez de valor apenas como volume, o foco passou a ser o que é relevante para o público. Barreto ressaltou que storytelling eficaz depende de conexão com desejos reais.

No mesmo palco, Zena Arnold, diretora de marketing da Sephora nos EUA, reforçou o papel das comunidades. A executiva disse que a IA pode ajudar, mas grande parte da vivência social não pode ser replicada pela tecnologia. Criadores são orientados por diretrizes, porém o engajamento surge de formas espontâneas.

Voltando ao ecossistema de mídia, Matt Strauss, chairman da NBCUniversal, disse que manter a relevância em um século depende de criar histórias com as quais o público se importe. Ele citou conteúdos variados, como entretenimento, esportes e notícias, para sustentar o interesse ao longo do tempo.

O painel de CMOs contou ainda com observações sobre a publicidade que interrompe a experiência do consumidor. Justin Wroe, chief commercial officer da Omnicom, afirmou que o foco excessivo em resultados pode ofuscar os pontos de contato com o público. A discussão girou em torno de redes de televisão reinventarem modelos de anúncio.

O Lions desta edição destacou, ainda, a importância de manter o respeito ao público e evitar formatos que prejudiquem a experiência de consumo. Quando o tema é relacionamento com comunidades, a conversa aponta para práticas mais colaborativas entre marcas, criadores e consumidores.

Esses debates ocorrem em meio a uma semana de novidades no Cannes Lions, com diversas frentes sobre comunicação, tecnologia e gestão de marcas. O evento segue trazendo discussões sobre como as organizações podem pensar estratégias mais humanas.

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