- Curitiba terá novo viaduto sobre a BR-277, no bairro Orleans, para ampliar a capacidade e reduzir gargalo histórico no trânsito.
- A obra é de responsabilidade da Ecorodovias, após acordo com o governo do Paraná homologado pela Justiça Federal; valor total de setecentos e trezentos mil reais, com quarenta e cinco milhões e dois mil reais destinados ao empreendimento.
- O acordo envolve quitação de pendências judiciais relacionadas a desequilíbrios econômico-financeiros, multas contratuais e obrigações remanescentes dos antigos contratos de concessão.
- O projeto transforma o acesso atual em sistema binário, com segundo viaduto sobre a BR-277 e vias conectadas para melhorar a distribuição de veículos na região.
- O IPPUC desenvolve o anteprojeto; um relatório preliminar de viabilidade deve ficar pronto até o final de junho, e o prazo estimado para a conclusão é de até trinta e seis meses após a aprovação dos projetos.
O novo viaduto sobre a BR-277, no bairro Orleans, em Curitiba, será construído pela Ecorodovias após acordo com o governo do Paraná na Justiça Federal. A obra mira reduzir gargalo histórico do sistema viário da cidade.
A concessionária assumiu a administração do Anel de Integração em 1997, mas o viaduto não estava previsto no contrato original, gerando impasses ao longo dos anos. Mesmo sem participação na concessão desde 2021, a Ecorodovias ficará responsável pelo empreendimento.
O acordo homologado envolve o pagamento de pendências judiciais, desequilíbrios econômico-financeiros e multas contratuais. O montante total citado é de R$ 613,3 milhões, com abatimentos de R$ 568,1 milhões, referentes a acordos de leniência. Restam R$ 45,2 milhões para o novo viaduto.
Novo binário de tráfego
O projeto transforma o acesso atual em sistema binário, com a inclusão de um segundo viaduto sobre a BR-277. A nova estrutura ficará alinhada à rua Monsenhor Boleslau Falarz e conectará a uma nova via até Bernardino Iatauro, buscando dividir fluxos e ampliar a capacidade.
A obra pretende ligar Santa Felicidade, Orleans e Campo Comprido, distribuindo o tráfego pelas vias Eduardo Sprada e Monsenhor Ivo Zanlorenzi. Cada viaduto terá três faixas de rolamento, operando em sentidos distintos.
Especialistas ressaltam que o binário sozinho não basta. A reestruturação deve considerar toda a infraestrutura viária da região, com sincronização semafórica, segurança de pedestres e integração modais. Sem planejamento completo, o ganho pode ser limitado.
Cronograma e próximos passos
O anteprojeto será elaborado pelo IPPUC. Um relatório preliminar de viabilidade sai até o fim de junho para análise do DER-PR. A partir daí, avançam-se os projetos funcional e executivo, com aprovação condicionada aos custos definidos no acordo.
A responsabilidade pela execução ficará com a concessionária. O DER/PR afirma que o cronograma prevê até 36 meses para conclusão após a aprovação dos projetos, sujeita a ajustes conforme necessidades técnicas.
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