- Dólar fechou em alta, +0,29%, a R$ 5,2019, com máxima de R$ 5,2217.
- Ibovespa caiu 0,44%, chegando a 170.507 pontos.
- No Brasil, Copom sinalizou possibilidade de manter juros em agosto; Selic caiu para 14,25% no último corte, com trajetória flexível.
- Nos EUA, PMI composto ficou em 52,2 em junho, indicando atividade resiliente e potencial continuidade de juros elevados.
- Petróleo recuou: Brent a US$ 73,74 e WTI a US$ 70,34, com retomada do tráfego pelo Estreito de Ormuz.
O dólar encerrou em alta nesta quarta-feira (24), subindo 0,29% e fechando cotado a R$ 5,2019. Na máxima do dia, chegou a R$ 5,2217. O Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, caiu 0,44%, aos 170.507 pontos. O mercado observou o cenário de juros e de petróleo em tensão.
O quadro de juros no Brasil e nos EUA permaneceu como fio condutor das negociações. O Copom indicou, na ata anterior, que a inflação pode se deteriorar e sinalizou manter a Selic inalterada no encontro de agosto. Do outro lado, a perspectiva de alta de juros nos EUA manteve o humor dos investidores mais contido.
No Oriente Médio, a volta do tráfego pelo Estreito de Ormuz chamou atenção. O fluxo de navios foi o mais intenso desde o início do conflito, elevando esperanças de normalização no mercado de petróleo. O Brent fechou abaixo de US$ 75 o barril, aos US$ 73,74, com queda de 4,3%, enquanto o WTI recuou 3,9%, para US$ 70,34.
Dólar e Ibovespa: números de referência
- Acumulado da semana: dólar +0,71%; Ibovespa +1,29%.
- Acumulado do mês: dólar +3,16%; Ibovespa -1,89%.
- Acumulado do ano: dólar -5,23%; Ibovespa +5,82%.
Próximos passos nos juros
A ata do Copom, divulgada na véspera, reforçou a visão de piora nas projeções de inflação para a frente e de uma trajetória de cortes graduais na Selic. Em 0,25 p.p., o BC cortou a taxa para 14,25% ao ano no último encontro. A instituição enfatizou manter flexibilidade para reduzir a volatilidade.
Nos EUA, dados macro divulgados recentemente apontam alta da atividade. O PMI composto chegou a 52,2 em junho, o maior nível desde janeiro, sugerindo resistência econômica e pressureando novas altas de juros por mais tempo.
Volta do tráfego em Ormuz e o petróleo
A retomada do tráfego pelo Estreito de Ormuz criou cenário de alívio para o petróleo. O presidente Trump afirmou que o Irã garantiu não cobrar pedágio pela passagem de navios. Isso contribuiu para a queda dos preços e para menor incerteza no curto prazo. A guerra no Oriente Médio segue pautando as expectativas de oferta global.
Na véspera, Teerã e Washington avançaram em negociações técnicas sobre cessar-fogo, ainda sem acordo sobre o programa nuclear. O Irã manteve posição firme sobre seus mísseis balísticos, enquanto o Paquistão afirmou que o acordo não menciona esse tema.
Mercados globais
Wall Street encerrou sem direção única: Dow Jones subiu 0,36%, S&P 500 caiu 0,08% e Nasdaq recuou 0,41%. Na Europa, STOXX 600 avançou 0,08%, com CAC 40 +0,54% e FTSE 100 +0,31%, enquanto DAX caiu 0,62%.
Na Ásia, as bolsas tiveram desempenho misto. CSI 300 avançou 0,48%, Xangai subiu 0,11%, Hang Seng aumentou 0,33%, mas Nikkei caiu 0,88%. Com informações da Reuters, os mercados acompanham a volatilidade gerada por expectativas inflacionárias e tensões geopolíticas.
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