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Edir Macedo diz estar em paz após operação da PF no Digimais

Operação da Polícia Federal mira o Digimais, bloqueia mais de R$ 670 milhões e investiga manipulação contábil para ocultar fragilidade financeira

Bispo Edir Macedo durante visita de Jair Bolsonaro ao Templo de Salomão, em São Paulo
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  • A Polícia Federal deflagrou a Operação Miragem em endereços ligados ao Digimais e à gestora ID Serviços Financeiros, para apurar crimes contra o sistema financeiro e possível manipulação contábil.
  • Mais de R$ 670 milhões em bens e valores dos investigados foram bloqueados, com autorização da Justiça Federal.
  • Edir Macedo, proprietário do banco, afirmou estar em paz com Deus; não houve mandado de busca e apreensão contra ele, pois tem endereço nos Estados Unidos, mas houve pedido de quebra de sigilo bancário e fiscal.
  • A investigação aponta que diretores teriam inflado o patrimônio da instituição ao reavaliar repetidamente ativos, gerando receita fictícia de R$ 199 milhões.
  • Além de Macedo, foram alvo dirigentes do Digimais e da ID Serviços Financeiros; o banco afirmou estar à disposição das autoridades e colaborar com as apurações.

Edir Macedo afirmou estar em paz com Deus, em resposta à operação da Polícia Federal quemirou o banco Digimais e a gestora ID Serviços Financeiros. A mensagem foi veiculada em uma pregação matinal publicada na manhã desta quarta-feira, um dia após a deflagração da operação Miragem.

A PF investiga possíveis irregularidades no sistema financeiro nacional envolvendo o Digimais. A ação busca esclarecer fraudes em registros contábeis, empréstimos e financiamentos potencialmente ilícitos, além de manipulação de balanços para ocultar a real situação da instituição.

Segundo as apurações, o esquema envolve diretores do Digimais e da ID Serviços, bem como gestores de fundos ligados à controladora. A Justiça Federal autorizou o bloqueio de mais de R$ 670 milhões em bens e valores dos investigados.

Contexto da Operação

A operação atinge endereços ligados ao Digimais e à gestora ID Serviços, com foco na avaliação contábil da instituição. A investigação aponta reavaliações repetidas de ativos para inflar o patrimônio e gerar receitas fictícias.

Ainda conforme o relatório, o Banco Central exigiu correção contábil, o que teria levado a adoção de contratos simulados com a controladora para postergar o ajuste até 2032. O objetivo seria manter números inflados nos balanços.

Envolvidos diretos

Entre os citados na investigação estão o diretor jurídico Marcelo de Lima Brasil, o presidente interino João Alves de Campos, o diretor contábil Rodrigo Ruggero, os bispos João e Thiago Urbaneja e o gestor de fundos José Roberto Giancoli Filho. Também consta o diretor da ID Serviços, Rodrigo Balassiano.

O Digimais informou que permanece à disposição das autoridades e mantém compromisso com transparência e cooperação nas apurações. Não houve pedido de busca e apreensão contra Macedo, que tem endereço nos Estados Unidos.

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