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Entenda como a logística de combustíveis sustenta o negócio no Brasil

Engrenagem logística de combustíveis sustenta varejo e arrecadação; falhas podem desabastecer cidades e afetar a economia nacional

Combustíveis: entenda a engrenagem logística que sustenta o negócio no País
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  • O setor de comércio atacadista e varejista de combustíveis movimentou aproximadamente R$ 881 bilhões, o equivalente a 7,3% do PIB do comércio brasileiro.
  • A engrenagem logística envolve 16 unidades de refino no Brasil, rede de 360 bases de armazenagem com capacidade de 4,9 bilhões de litros e uma operação anual de 137 bilhões de litros de combustível.
  • O escoamento depende fortemente do modal rodoviário (65% do transporte, com 1,2 bilhão de quilômetros rodados em 2025) e a cadeia atua como amortecedor de riscos para o varejo, reduzindo custos e necessidade de capital de giro dos postos.
  • O Brasil importa cerca de 30% do diesel, o que acende a luz para vulnerabilidades de preço e abastecimento sem a escala das grandes distribuidoras, especialmente em municípios distantes dos portos.
  • A tributação e a arrecadação associadas ao setor são significativas: cerca de R$ 232 bilhões em tributos, com o setor respondendo por 24% da arrecadação de ICMS dos estados; há 447 mil empregos diretos e indiretos e uma massa salarial de R$ 18,6 bilhões.

A engrenagem logística dos combustíveis vai além da volatilidade de preços na bomba. O setor movimentou cerca de R$ 881 bilhões, equivalentes a 7,3% do PIB do comércio brasileiro, segundo estudo da LCA Consultoria com dados da ANP e do MME. A operação envolve capital intensivo e forte escrutínio regulatório.

A distribuição funciona como conector entre o parque de refino nacional – com 16 unidades em operação – e um consumo em todo o país. Com a escala das distribuidoras, o varejo reduz riscos, custos e necessidade de capital de giro, evitando estoques maiores nos postos.

Gustavo Madi, economista da LCA, afirma que um sistema robusto evita desabastecimento e interrupções econômicas. O Brasil importa cerca de 30% do diesel, o que aumenta a exposição a oscilações internacionais e cambiais, principalmente com tensões no Oriente Médio.

Estrutura operacional e custos

Para sustentar a entrega anual de 137 bilhões de litros, o setor baseia-se em logística integrada, armazenagem e conformidade técnica. Cerca de 65% do escoamento nacional ocorre por rodovias, com 1,2 bilhão de quilômetros rodados em 2025.

A rede de 360 bases de armazenagem possui capacidade de 4,9 bilhões de litros. A conformidade técnica envolve aditivação, controle laboratorial e mistura de biocombustíveis, mantendo padrões exigidos pela regulação.

O setor representa apenas 13% do preço final na bomba aos revendedores. O custo de produção e importação fica em torno de 61%, impostos diretos somam 16% e a compra de biocombustíveis encontra-se em 10%.

Impactos macro e visão regulatória

Em períodos de inflação alta, o elo intermediário é alvo de questionamentos, o que pode levar a diagnósticos imprecisos que culpam apenas postos e distribuidoras. Zylbersztajn, do Sindicom, aponta que preços domésticos acompanham oscilações internacionais por causa da importação de diesel.

A arrecadação de tributos no setor alcançou cerca de R$ 232 bilhões, com crescimento nominal de 10,8%, impulsionado pela monofásica. Estados respondem por aproximadamente 24% da arrecadação de ICMS do país, além de empregar 447 mil pessoas.

Caso haja interrupção no abastecimento, o frete, a produção agroindustrial e os serviços essenciais sofrem impacto significativo, segundo estudos citados pela LCA. O diesel segue como combustível central ao transporte rodoviário.

Garantia de continuidade e neutralidade de mercado

Para o Sindicom, a proteção da cadeia logística não deve depender de soluções artificiais. O setor defende um funcionamento previsível, baseado em critérios técnicos e regras de mercado, sem intervenções diretas nos preços.

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