- Em 2026, o preço da picanha e de outros cortes de carne bovina subiu devido ao aumento das exportações para a China, à menor oferta interna e a questões climáticas, com impacto menor do que a Copa do Mundo.
- Exportações para a China cresceram 24% de janeiro a maio de 2026, respondendo por mais da metade das carne bovina brasileira exportada, o que reduziu a disponibilidade no mercado interno.
- Dados do IBGE mostram altas em maio: picanha +3,9%; filé-mignon +4,4%; peito +3%. No acumulado do ano, picanha +9,3%; peito +13,6%; capa de filé +11,8%.
- A Copa do Mundo não foi o principal motor dos aumentos; a menor oferta teve impacto maior sobre os preços, mesmo com o consumo familiar limitado pelo orçamento.
- Pode haver alívio temporário com o fim das cotas chinesas, mas a tendência é de alta até o fim do ano devido à retomada da demanda internacional, especialmente dos Estados Unidos, e ao El Niño que afeta pastagens.
Em 2026, o preço da picanha e de outros cortes de carne bovina subiu no Brasil. O aumento ocorreu principalmente por exportações para a China, menor oferta interna e fatores climáticos. O consumo durante a Copa do Mundo teve efeito limitado sobre os preços.
Frigoríficos aceleraram embarques para aproveitar cotas de exportação sem tarifas adicionais. Com mais carne enviada ao exterior, menos produto ficou disponível no mercado nacional, elevando os valores ante a demanda estável.
Dados do IBGE indicam alta generalizada: a picanha subiu 3,9% em maio, o filé-mignon 4,4% e o peito 3%. No acumulado de 2026, picanha avança 9,3%, peito 13,6% e capa de filé 11,8%.
Fatores que vão além da Copa
Especialistas indicam que a oferta reduzida tem peso maior que o aumento de consumo durante o torneio. Families enfrentam orçamento apertado, endividamento e queda da renda disponível, o que amortiza a demanda interna.
Panorama da China e efeito no mercado interno
Entre janeiro e maio de 2026, exportações para a China cresceram 24% ante o mesmo período de 2025, respondendo por mais da metade das exportações brasileiras de carne bovina. A demanda externa elevou a concorrência pela produção nacional.
Perspectivas para os próximos meses
Há possibilidade de alívio temporário com o fim das cotas chinesas, que pode aumentar a oferta interna e frear preços no curto prazo. Contudo, esse ajuste tende a ser passageiro, segundo analistas.
Riscos para o fim de 2026
A retomada das compras pela China e o maior consumo internacional, especialmente dos EUA, podem manter a pressão de preços. Além disso, o El Niño pode reduzir pastagens e a disponibilidade de gado para abate.
Europa e impactos no cenário
O estouro de compras pela União Europeia tende a ter impacto limitado, já que o bloco representa parcela pequena das exportações. Mesmo assim, o mercado europeu segue como referência institucional para o setor.
Melhor momento para comprar picanha
Para quem planeja churrasco, os preços podem ficar relativamente estáveis nos próximos meses. Ainda assim, o mercado indica pressões novamente até o fim de 2026, tornando recomendável pesquisar ofertas e promoções.
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