- A fintech Cerus levantou R$ 300 milhões por meio de um Fundo de Investimento em Direitos Creditórios Não Padronizados (FIDC NP) para financiar condomínios residenciais e comerciais.
- O recurso será usado para expandir a atuação para o Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul e Minas Gerais.
- A Cerus tem 210 funcionários diretos, atua em 18 estados e atende cerca de 1,2 mil condomínios; abriu escritório em Pinheiros e planeja base no Rio.
- O portfólio inclui a linha “receita garantida” (antecipação do valor total da taxa de condomínio na data combinada) e uma linha de crédito para reformas, modernizações e manutenções emergenciais.
- O aporte envolve cotistas como M7, Mirabaud e IGC Partners; a empresa emite cerca de 200 mil boletos por mês, gerando aproximadamente R$ 100 milhões em receitas antecipadas mensais, com expansão prevista em até 18 meses (até fim de 2026 ou início de 2027).
O Cerus, fintech de Fortaleza especializada em crédito para condomínios, captou R$ 300 milhões por meio de um Fundo de Investimento em Direitos Creditórios Não Padronizados (FIDC NP). O objetivo é financiar empréstimos a condomínios residenciais e comerciais em expansão nacional.
Fundada em 2020, durante a pandemia, pelos sócios Luciano Macedo, CEO, e a S6 Participações, a empresa hoje conta com 210 funcionários diretos. O time comercial atua em 18 estados, atendendo cerca de 1,2 mil condomínios. Recentemente, abriu escritório em Pinheiros, São Paulo, e planeja uma base no Rio de Janeiro.
Competição e mercado
A coordenação do setor tem visto entrada de grandes instituições. O BTG Pactual tornou-se sócio da LLZ, empresa de antecipação de crédito para condomínios, e a CashMe, ligada à Cyrela, também atua no mercado. Ainda assim, Macedo afirma que o mercado é amplo e pouco explorado, com projeção de geração de aproximadamente R$ 320 bilhões em taxas condominiais no Brasil em 2026.
Como funciona a oferta da Cerus
O carro-chefe é a linha Receita Garantida, que antecipa o valor integral da taxa de condomínio na data acordada, independentemente do pagamento dos moradores. A operadora recebe a tarifa pela prestação. Outra linha de crédito financia reformas, modernizações e manutenções emergenciais nos condomínios.
Demanda, operação e expansão
A inadimplência elevada é um fator-chave para a demanda, mas não o único: síndicos com inadimplência baixa também buscam previsibilidade de caixa. A Cerus emite cerca de 200 mil boletos por mês, gerando aproximadamente R$ 100 milhões em receitas antecipadas mensalmente.
O FIDC compra e financia os direitos creditórios originados pela Cerus, replicando o apoio financeiro para ampliar operações. Os cotistas incluem a M7 e Mirabaud, este último ligado a um family office com atuação de 200 anos. A IGC Partners participou na estruturação do fundo.
Planos de aplicação e prazos
Os recursos do FIDC devem ser aplicados ao longo de cerca de 18 meses. A expansão prevista envolve Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul e Minas Gerais, com abertura de estrutura comercial local. A projeção aponta início desse movimento até o fim de 2026 ou, no máximo, no início de 2027.
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