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Foodtech fatura R$24 milhões com cortes de custos em restaurantes

ACOM afirma reduzir CMV real em até dez pontos percentuais, ajudando restaurantes a cortar custos e mirar R$ 24 milhões de faturamento em 2026

Eduardo Ferreira, CCO da ACOM, empresa de tecnologia do segmento de food service
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  • ACOM, foodtech curitibana, oferece um ERP para gestão de restaurantes com promessa de reduzir o CMV real em até dez pontos percentuais.
  • A diferença entre CMV teórico (fiche técnica) e CMV real é central para identificar perdas por desperdício, vencimento de estoque ou furto.
  • A empresa projeta faturar R$ 24 milhões em 2026, com EBITDA superior a 25%; em 2025, a receita foi de R$ 19 milhões.
  • Modelo de negócio é software as a service, com cobrança por consumo; custo médio por CNPJ fica entre R$ 800 e R$ 1.000 por mês.
  • Cliente típico envolve redes com três ou mais operações, como aeroportos, hamburguerias e churrascarias; planos incluem expansão nacional e, posteriormente, internacional, com IA embarcada.

A curitibana ACOM, empresa de tecnologia para o setor de food service, foca em CMV real, automação e gestão centralizada para redes de restaurantes. O objetivo é reduzir perdas entre o orçamento e o caixa, elevando a eficiência operacional. O crescimento é apresentado como orgânico, com EBITDA acima de 25%.

Eduardo Ferreira, CCO da ACOM, afirma que a gestão tradicional é insuficiente. Ele explica que perguntas como custo real x ficha técnica influenciam a margem. Quando perdas não aparecem na contabilidade, o resultado real fica pior do que o previsto.

A empresa atua desde 2003, com base em Curitiba, e tem cerca de 2.000 operações na carteira. ACOM projeta faturar R$ 24 milhões em 2026, mantendo EBITDA superior a 25% com um ERP específico para o segmento.

O sistema da ACOM cruza dados entre ficha técnica e execução, apontando ineficiências como desperdício, vencimento de estoque ou furtos internos. Em casos reais, a margem pode cair de 35% para 25% sem o monitoramento adequado.

O modelo é SaaS, com cobrança por consumo. O custo médio por CNPJ fica entre R$ 800 e R$ 1.000 por mês, com adicionais conforme plugins. Um grupo de cinco lojas costuma pagar entre R$ 4.000 e R$ 5.000 mensais.

Com 2025 registrado em R$ 19 milhões, a empresa busca crescimento contínuo, com receita anual entre 25% e 30%. ACOM aposta numa expansão orgânica, sem atração de investidores externos, para reforçar presença no Brasil.

O público-alvo são redes com três ou mais unidades, que centralizam compras e gestão. Hoje atende redes de aeroportos, hamburguerias e churrascarias, envolvendo operações de alto volume financeiro.

No futuro, a ACOM avalia mudar o modelo de cobrança, potencialmente passando a remunerar-se pelo desempenho do cliente. Diversos planos já preparam o portfólio para mercados internacionalizados.

Planeja-se ampliar atuação initialmente no Brasil, com foco em São Paulo e Rio de Janeiro, antes de explorar a Europa e os EUA. Dois novos sistemas devem chegar: um mais conversacional com IA e outro voltado a operações menores.

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