- Masayoshi Son disse, na assembleia geral anual do SoftBank, que a IA ainda está no começo e que chamar isso de bolha seria um insulto à tecnologia.
- O boom de IA elevou valuations e ajudou as ações do SoftBank, impulsionadas pela aposta de Son na OpenAI.
- O grupo afirmou que começou a fabricar robôs em uma “fábrica física de IA” e prometeu anunciar novidades em breve.
- Son citou interesse de atrair capital externo para a Tokyo Electric Power Co. e afirmou que o SoftBank pode levar centros de dados com IA ao Japão, caso a TEPCO se junte ao grupo.
- O executivo, de 68 anos, disse que liderará a empresa até os 70 anos para alcançar a chamada “superinteligência artificial” e comentou que a SoftBank é a “galinha dos ovos de ouro”.
O fundador e CEO do SoftBank, Masayoshi Son, criticou a ideia de que a IA já estaria em uma bolha. Em assembleia geral anual, ele afirmou que a IA está apenas começando e que a discussão sobre bolha é desnecessária.
Son reforçou que o potencial da IA será desbloqueado com o tempo, destacando o papel do SoftBank como investidor agressivo no setor. O comentário ocorre em meio a avalanches de valorização de empresas ligadas a IA, alimentadas pelas apostas de Son na OpenAI.
Além de IA, o grupo mantém investimentos em robótica e está ampliando centros de dados nos Estados Unidos. O executivo sugeriu que o SoftBank avalia oportunidades para ampliar o fornecimento de energia em parceria com grandes companhias.
Fábrica de robôs
O SoftBank afirmou estar avançando na fabricação de robôs em uma chamada “fábrica física de IA” e indicou que deverá anunciar novidades em breve. Son disse que a empresa já fabrica robôs em grande escala, destacando a posição de liderança no setor.
Em momentos anteriores, Son já comparou o SoftBank a uma galinha dos ovos de ouro, reforçando a visão de que o grupo gera valor contínuo a partir de múltiplos ativos. A comparação, porém, não foi acompanhada de detalhes operacionais.
O executivo também comentou a diferença entre a capitalização de mercado da companhia e o valor de seus ativos. Questionado por uma acionista, ele indicou considerar sugestões de conselhos de administração vindas de investidoras ativas, sem entrar em etapas específicas de governança.
Entre na conversa da comunidade