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Governo adia envio de projeto que eleva teto do MEI por texto não estar pronto

Governo adia envio de projeto que eleva teto do MEI para 140 mil, citando texto não pronto e foco no equilíbrio fiscal do Simples Nacional

O Palácio do Planalto, em Brasília (DF).
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  • Governo adiou o envio do projeto que eleva o teto do MEI para R$ 140 mil, afirmando que o texto ainda não está pronto.
  • Atraso ocorre porque há necessidade de ajustes, principalmente envolvendo mudanças no Simples Nacional e o impacto fiscal.
  • A expectativa era que o texto fosse enviado nesta quarta-feira (24), conforme alinhamento com o presidente da Câmara; o envio deve ocorrer na próxima semana, segundo fontes palacianas.
  • O projeto prevê ampliar o número de contratados do MEI de um para dois e busca, ainda, aumentar o teto do Simples Nacional de R$ 4,8 milhões para R$ 8 milhões, segundo o relator da comissão especial.
  • Governo teme uso do MEI para fraudes trabalhistas e a substituição de trabalhadores com carteira por pessoas jurídicas, além de tratar da renegociação de dívidas para microempreendedores.

O governo Lula adiou o envio do projeto que eleva o teto do MEI para 140 mil reais. A avaliação é de que o texto não está pronto para ser enviado à Câmara, devido a discussões sobre o Simples Nacional e o impacto fiscal.

A expectativa era de protocolar a proposta nesta quarta-feira, 24, em alinhamento com o presidente da Câmara, Hugo Motta. Governo afirma que ajustes são necessários para equilibrar contas públicas.

Além disso, há necessidade de ajustar o orçamento, garantindo que a medida não gere desequilíbrio fiscal. O objetivo é atender microempreendedores sem comprometer a dívida pública, segundo integrantes do Planalto.

Aspectos fiscais e tramitação

Do lado político, o governo quer aprovar o texto antes das eleições. Motta disse que o projeto deve ir a uma comissão especial, com votação de parecer prevista para o mês que vem.

O MEI atua como regime facilitado para pequenos negócio, com tributos pagos mensalmente e isenção de registro formal. A mudança também pode ampliar o número de contratados pelo MEI, de um para dois funcionários.

Compute políticas complementares vão compor o pacote, incluindo renegociação de dívidas de microempreendedores, conforme agenda institucional. O atraso não deve atrasar a tramitação, dizem fontes palacianas.

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