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Imposto zerado para importação de carros elétricos beneficia consumidores

Governo prorroga por seis meses cotas de importação com alíquota zero para CKD e SKD de carros elétricos e híbridos, buscando preço ao consumidor e produção nacional

Fábrica da BYD na Bahia - Foto: Mauro Balhessa/IstoÉ
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  • O governo renewou, por seis meses, as cotas de importação com alíquota zero para veículos elétricos e híbridos desmontados (CKD) e semidesmontados (SKD), válido a partir de 1º de julho, com teto de US$ 463 milhões.
  • A medida é apresentada pelo governo como benefício ao consumidor e para fortalecer a indústria automotiva nacional, não para prejudicar a produção local.
  • No mesmo regime, as tarifas seguem o cronograma: SKD com tarifa de 35% a partir de julho; CKD continua em 14% até o fim de 2026 e aumenta para 35% em janeiro de 2027.
  • Anfavea e Fiesp criticaram a extensão das cotas, dizendo que pode prejudicar fabricantes instalados no Brasil e a cadeia de autopeças; a BYD não comentou.
  • O ministro Márcio Elias Rosa afirmou que quem fabricar no país terá acesso a linhas de financiamento e que o Brasil busca equilibrar interesses, mantendo incentivos sem fechar importações.

O governo renovou por seis meses as cotas de importação com alíquota zero para veículos elétricos e híbridos desmontados (CKD) e semidesmontados (SKD). A medida vale a partir de 1º de julho e tem teto de US$ 463 milhões. Quem explica é o ministro Márcio Elias Rosa.

A decisão, tomada pelo Ministério da Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), visa, segundo o governo, favorecer o consumidor e fortalecer a indústria automotiva nacional, mantendo a oferta de veículos eletrificados no mercado.

A renovação foi anunciada após o Gecex manter as cotas com alíquota zero por seis meses, com alterações nas tarifas para SKD e CKD a partir de julho. O objetivo é estimular montagem local e empregos, sem bloquear importações.

Reação da indústria e impactos

A Anfavea e a Fiesp criticaram a medida, apontando risco de prejudicar fabricantes instalados no Brasil e a cadeia de autopeças nacional. Alegam que a extensão de benefícios favorece montadoras que importam mais componentes montados.

Segundo o governo, caminhões de montagem no Brasil já operam com incentivos e infraestruturas para produção local, com a possibilidade de ampliar oferta e geração de empregos, desde que haja equilíbrio com fornecedores nacionais.

Sobre as mudanças previstas, o Gecex manteve para CKD a alíquota de 14% até o fim de 2026, com ajuste para 35% a partir de janeiro de 2027. Já para SKD, a tarifa passa a 35% em julho. O intuito é alinhar custos com o país.

A Anfavea afirma que a prorrogação de benefícios temporários pode criar insegurança para planos de investimento. A associação destaca que as cotas para importação de kits de elétricos terminaram em fevereiro de 2026, e reforça consequências para empresas e trabalhadores.

A BYD ainda não se manifestou sobre a decisão quando procurada pela imprensa. O grupo é apontado como um dos beneficiados pela continuidade das cotas para importação de componentes montados.

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