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Investidor que lucrou 900% em 2008 faz nova aposta agressiva contra o mercado

Investidor Lee Robinson aposta contra seguradoras via credit default swaps, ampliando posição no crédito privado e mirando efeitos de segunda ordem no mercado

Lee Robinson, fundador e diretor de investimentos (CIO) da Altana Wealth — Foto: Reprodução/Altana Wealth
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  • O investidor Lee Robinson, famoso por lucrar 900% durante a crise de 2008, aposta agora indiretamente contra o crédito privado, vendendo ativos de seguradoras que dão suporte ao mercado de crédito.
  • Em vez de apostar contra o setor de hipotecas, ele foca nos efeitos de segunda ordem e utiliza credit default swaps (CDS) para se proteger contra inadimplência de grandes seguradoras, como Lincoln National, MetLife e Berkshire Hathaway.
  • A Altana, empresa de Robinson, lança um novo fundo com capital próprio para lucrar com a possível desaceleração do crédito privado, efeito da menor liquidez e do avanço da IA.
  • Dados até 22 de maio mostram alta na exposição líquida de CDS de seguradoras, de US$ 4,9 bilhões para US$ 5,5 bilhões, com custos de proteção aumentando, ainda que de forma moderada.
  • Analistas destacam que o crédito privado vem crescendo entre seguradoras de vida, especialmente em dívidas de grau de investimento, o que aumenta a exposição e o risco caso ocorram pioras no cenário econômico.

O investidor Lee Robinson, conhecido por lucros extraordinários durante a crise de 2008, amplia agora sua aposta no crédito privado. Em vez de romper com o setor, ele mira nos impactos indiretos e usa positions vendidas contra grandes apoiadores desse mercado.

A Altana, empresa de Robinson, intensifica operações com credit default swaps (CDS) para se proteger e lucrar com eventual queda. Foco: seguradoras que hoje ajudam a sustentar o mercado de crédito privado de cerca de US$ 1,8 trilhão.

Robinson aponta semelhanças entre a calma de agosto de 2008 e o atual ambiente, marcado por prêmios de crédito corporativo historicamente baixos. A diferença atual, diz, é a percepção de riscos não plenamente precificados nos ativos de dívida privada.

Aposta em CDS de seguradoras

A estratégia envolve venda a descoberto de empresas como Lincoln National, MetLife e Berkshire Hathaway, por meio de CDS. O objetivo é capturar possíveis deteriorações contábeis em dívidas de alta qualidade mantidas por seguradoras.

Fontes próximas afirmam que a atividade de CDS em seguradoras tem ganhado impulso em Wall Street, com bancos como J.P. Morgan e Goldman Sachs oferecendo produtos de proteção. Comentários oficiais não foram fornecidos pelos demais bancos ou pelas empresas citadas.

Dados da Depository Trust and Clearing Corp. mostram alta na exposição líquida de CDS de seguradoras: US$ 5,5 bilhões em 22 de maio, ante US$ 4,9 bilhões no fim do ano anterior. Os volumes também cresceram, elevando o custo de proteção contra inadimplência.

A narrativa enfatiza que o crédito privado cresceu entre seguradoras, principalmente entre life insurers ligadas a gestoras com private equity. Pesquisadores do Federal Reserve de Chicago destacam que dívidas privadas ainda representam uma parcela pequena, mas com risco potencial maior.

A Moody’s aponta que cerca de um quinto dos US$ 4 trilhões em ativos de renda fixa de seguradoras de vida está em ativos ilíquidos, majoritariamente crédito privado, o que reforça a importância do tema para o setor.

Alguns players, como Lincoln Financial e MetLife, já comentaram publicamente sobre atividades em crédito privado. A MetLife citou que aproximadamente 95% de sua carteira de dívida privada é de grau de investimento e está bem diversificada.

Perspectivas e panorama regulatório

A dinâmica de crédito privado envolve maiores controles regulatórios e avaliações de risco. O BCE já emitiu alertas sobre possíveis perdas para seguradoras, mesmo com parte dos spreads de CDS ainda em patamares moderados.

A Allianz, a Generali, a Aviva e a Axa refletem esse cenário ao comparar seus CDS com índices regionais de alta qualidade. Em alguns casos, o custo de proteção subiu, mas ainda sem indicativos de falhas sistêmicas.

Esses movimentos ocorrem em meio a projeções de que seguradoras poderão reduzir parcialmente o valor contábil de seus investimentos diante de riscos adicionais. Especialistas ressaltam necessidade de monitoramento mais atento a carteiras com crédito privado.

Robinson mantém a estratégia diversificada no novo fundo, expandindo para opções de ações além de CDS. Sua trajetória inclui ganhos históricos com distressed debt e projetos de moeda digital, além de exposições a instrumentos de dívida soberana de países como o Líbano.

As discussões sobre crédito privado devem continuar, com foco na avaliação de riscos de qualidade de crédito e na eventual reação de grandes players frente a choques isolados no setor. As informações são baseadas em dados de mercado e fontes oficiais, sem divulgar comentários adicionais.

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