- O avanço da IA está acelerando a construção de data centers e a demanda por memória, impulsionando o crescimento de empresas do setor.
- Micron informou US$ 24 bilhões em receita no segundo trimestre de 2026, alta anual de 196%; receita total em 2025 foi de US$ 37 bilhões. Suas ações subiram 270% neste ano e o valor de mercado superou US$ 1 trilhão em maio; o CEO é Sanjay Mehrotra.
- Nvidia é o principal cliente da Micron, respondendo por 16% da receita; a empresa também atende Apple, Dell, HP e hiperescaladores como Amazon, Microsoft e Google.
- SK Hynix teve receita de US$ 35,5 bilhões no primeiro trimestre de 2026, alta de 198% em relação ao ano anterior, elevando a posição da empresa no Global 2000 para 48º lugar.
- Samsung Electronics, dividida em memória, registrou receita de US$ 50,4 bilhões no primeiro trimestre de 2026; houve acordo para bônus médios de cerca de US$ 400 mil a alguns funcionários da divisão, e a empresa avançou para a 15ª posição no ranking global. A Micron, SK Hynix e Samsung atingiram juntos valor de mercado de US$ 1 trilhão.
A expansão de data centers dedicada à IA impulsiona o mercado de memória, sobressaindo entre os componentes-chave que alimentam os sistemas de IA. O aumento da demanda por memória de alta velocidade tem elevando receitas e valorização de players do setor.
A Micron é apontada como uma das principais vencedoras desse ciclo. A empresa viu receita subir para cerca de US$ 24 bilhões no segundo trimestre de 2026, um crescimento anual de 196%. Em 2025, a receita totalizou aproximadamente US$ 37 bilhões, alta de cerca de 50% frente a 2024.
Os ativos de Micron seguem impulsionados pela dependência de grandes clientes de IA. A Nvidia é o principal comprador, respondendo por 16% da receita, seguido por Apple, Dell, HP, Amazon, Microsoft e Google, entre outros. O valor de mercado da Micron chegou a superar US$ 1 trilhão em maio.
Sanjay Mehrotra, CEO da Micron, ampliou o foco da companhia em IA desde o início de 2026. A estratégia envolveu encerrar a divisão de consumo para priorizar data centers e consolidar contratos de longo prazo, mantendo preços estáveis diante da demanda elevada.
A prática de gerenciar a oferta também está em evidência. A Micron confirmou capacidade de atender apenas entre 50% e 75% dos requisitos de seus clientes, segundo Mehrotra, e controla o ritmo de construção de novas fábricas para não superestimar a demanda.
Entre as rivais, a sul-coreana SK Hynix apresentou receita recorde de US$ 35,5 bilhões no 1º trimestre de 2026, com base no boom de IA. A empresa fechou 2025 com US$ 68,1 bilhões em receita anual e elevou o lucro para cerca de US$ 33 bilhões.
A Samsung também registrou desempenho expressivo na divisão de memórias, com receita de US$ 50,4 bilhões no 1º trimestre. A empresa evitou uma greve de trabalhadores na cadeia de chips ao concordar com bônus médios de cerca de US$ 400 mil por pessoa.
Além disso, o setor de IA tem beneficiado outras áreas de semicondutores. Nvidia subiu 20 posições na lista de grandes empresas, AMD avançou 116 posições (agora 194º), e Broadcom saltou 15 posições, chegando ao 53º lugar. Cerebras ingressou na lista pela primeira vez, na posição 1611ª.
No entanto, o setor continua sujeito a ciclos de oferta e demanda. Dados indicam uma escassez de chips impulsionada pela demanda sem precedentes, o que sustenta os preços de memória especializados usados em IA, ainda que haja volatilidade típica do setor.
A Forbes aponta que a recuperação de valor de mercado dessas empresas fortalece o ecossistema de IA, com o trilhão de dólares em jogo para infraestrutura de data centers e componentes de memória. A notícia ressalta o papel estratégico da memória na escalabilidade de modelos de IA.
Observação: a reportagem original foi publicada pela Forbes, com dados de mercado, desempenho financeiro e ranking de empresas e fornecedores de memória.
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