- O ministro Márcio Elias Rosa disse que o Brasil continua negociando com os Estados Unidos para evitar a ampliação das tarifas sobre produtos brasileiros.
- Ele afirmou que cerca de 21% das exportações brasileiras são impactadas pelas tarifas, e que o tema tem ganhado contornos políticos e eleitorais.
- O governo lançou o programa Brasil Soberano para socorrer exportadores atingidos pelas tarifas e manter empregos.
- Rosa criticou questionamentos ao Pix, afirmando que é uma ferramenta brasileira e que não se pode usar a soberania do país como alvo de pressão externa.
- Entre os setores mais afetados estão rochas ornamentais, madeira, calçados e sal, com a busca por listas de exceção durante as negociações.
O ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Márcio Elias Rosa, afirmou que o Brasil mantém negociações com os Estados Unidos para evitar a ampliação das tarifas sobre produtos brasileiros. Ele também criticou a visão de que a pauta comercial se transforme em disputa política.
Rosa disse ainda que cerca de 21% das exportações brasileiras são impactadas pelas tarifas adotadas pelo governo dos EUA. Ele ressaltou que o tema deveria ser tratado na mesa comercial, mas frequentemente assume contornos políticos e eleitorais.
O ministro participou do programa Bom Dia Ministro, da EBC, nesta quarta-feira, 24 de junho. Ele lembrou que a escalada tarifária começou com as tarifas ampliadas para vários países, e que o Brasil já conseguiu reduzir a alíquota para 10%, porém a pressão tarifária voltou.
Para reduzir os impactos, o governo lançou o programa Brasil Soberano, com recursos para socorrer exportadores atingidos. Rosa afirmou que o país manterá apoio a empresas e empregos afetados pelo tarifão.
Durante a entrevista, ele também criticou questionamentos dos EUA ao sistema de pagamentos Pix, afirmando que o Pix é uma ferramenta brasileira. Segundo o ministro, a soberania brasileira não pode ser prejudicada por pressões externas.
Rosa classificou a medida norte-americana como injusta do ponto de vista comercial e disse que o Brasil seguirá em reuniões técnicas semanais para tentar reverter a decisão. O objetivo é convencer Washington de que interesses egoísticos não devem sobrepor a soberania nacional.
Setores como rochas ornamentais, madeira, calçados e sal aparecem entre os mais afetados pela tarifa, por dependerem fortemente do mercado americano. O governo trabalha para incluí-los em listas de exceção durante as negociações.
Negociações em curso com os EUA
As negociações bilaterais continuam, com encontros técnicos semanais. O objetivo é evitar novos aumentos e reduzir a exposição de exportadores brasileiros às tarifas.
O governo brasileiro mantém a estratégia de diálogo com o objetivo de proteger empregos e manter competitividade de produtos exportados. O programa Brasil Soberano deve seguir oferecendo apoio conforme necessário.
Entre na conversa da comunidade