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Ondas de calor reduzem até 10% da renda familiar na Europa

Ondas de calor e secas já consomem até 3% da renda familiar na Europa, aumentando desigualdade e pressão sobre serviços essenciais.

Fonte do Trocadero, em frente à Torre Eiffel, vira piscina em Paris nesta quarta-feira (24); onda de calor fez o país registrar o segundo dia consecutivo com média de temperatura mais alta da história
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  • Um estudo da Climate Analytics aponta que ondas de calor e secas já tiram até 3% da renda familiar na Europa, sendo 0,7% pela onda de calor e 1,8% pela seca.
  • Na região de Madri, de 2004 a 2022, o impacto chegou a quase 10% da renda; a Hungria central teve 9,4% e a Espanha central, 8,8%.
  • Nesta semana, 94 milhões de europeus vivenciaram temperaturas acima de 35°C, e 350 milhões estiveram acima de 30°C.
  • França teve o dia mais quente desde 1947; Reino Unido e Alemanha registraram recordes, com medidas de adaptação sendo discutidas e eventos cancelados, como em Londres.
  • O estudo prevê alta vulnerabilidade econômica: até 60 milhões de pessoas podem entrar em pobreza com 1,5°C de aquecimento; em 2,7°C, o número sobe para 127 milhões.

Ondas de calor já afetam economy europeia, elevando custos familiares. Um estudo da Climate Analytics, publicado neste ano, aponta que entre 2004 e 2022 a região de Madri absorveu até 10% da renda familiar devido calor extremo e secas. O relatório alerta para agravamento caso a mudança climática não seja contida.

A pesquisa analisa impactos em várias geografias do continente. Em médias mensais e sazonais, cidades e regiões enfrentam aumentos de temperatura que reduzem poder de compra, elevam despesas com energia e afetam serviços básicos. O efeito é mais pronunciado no sul europeu.

A temporada de calor deste ano já supera recordes em parte da Europa. Países como França, Espanha e Reino Unido registram dias com temperaturas acima de 35°C. A cidade de Londres chegou a registrar alertas de calor e cancelamentos de eventos por motivos de saúde pública.

Impactos econômicos e sociais

A análise estima que, em média, cada onda de calor consome 0,7% da renda familiar europeia, e as secas, 1,8%. Quando combinados, o pedágio pode chegar a 3% da renda. O efeito recai principalmente sobre famílias de baixa renda.

Segundo as pesquisadoras, o conjunto extremo de seca mais onda de calor aumenta a vulnerabilidade econômica, reduzia a produtividade e pressiona serviços essenciais, como água, transporte e geração de energia. A desigualdade tende a se ampliar nesse cenário.

Estimativas de pobreza ajudam a entender o risco: sem ações, até 60 milhões podem ficar em situação de pobreza em 2100 sob metas de aquecimento de 1,5°C; com 2,7°C, o contingente sobe para 127 milhões. A renda média europeia pode recuar 27% no cenário atual.

Medidas de adaptação e prazos

Os resultados sugerem que já existem políticas de adaptação, porém de ritmo desigual entre cidades e regiões. A ampliação de ações, com foco em calor extremo, é vista como essencial para reduzir impactos na saúde e na economia.

Especialistas destacam que a curva de aquecimento tende a piorar se não houver redução efetiva de emissões de combustíveis fósseis. A expectativa é de que governos acelerem planos de adaptação e mitigação para as próximas temporadas.

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