- A Petrobras reafirmou o plano de duplicar a capacidade de produção de fertilizantes por meio de unidades próprias, alinhado ao Plano Nacional de Fertilizantes.
- A estratégia visa reduzir a dependência externa de insumo estratégico para o agronegócio, com foco na Unidade de Fertilizantes Nitrogenados III (UFN-III) em Três Lagoas (MS), prevista para terminar entre fim de 2028 e começo de 2029.
- A UFN-III, iniciado em 2011 e com obras interrompidas em 2014, oferece vantagem logística ao estar no Centro-Oeste, que concentra cerca de 40% da demanda nacional de ureia.
- A construção deve gerar 4,8 mil empregos diretos e indiretos entre 2026 e 2028, com potencial para até 8 mil vagas com toda a contratação e infraestrutura associada.
- A ampliação da produção de nitrogenados está entre as metas do Plano Nacional de Fertilizantes, buscando estabilidade de abastecimento e menor vulnerabilidade a oscilações de preços e logística.
A Petrobras confirmou a estratégia de duplicar a capacidade de produção de fertilizantes no Brasil por meio de unidades próprias, alinhada ao Plano Nacional de Fertilizantes. A afirmação foi feita pela presidente Magda Chambriard nesta quarta-feira, 24, em evento com foco no segmento.
A executiva destacou que a empresa busca oportunidades que integrem disciplina de capital, retorno financeiro e contribuição ao desenvolvimento nacional. Entre as possibilidades estão projetos já conhecidos pela gestão, como a Ansa, as Fafens e a UFN-III no Centro-Oeste.
A principal aposta é a conclusão da Unidade de Fertilizantes Nitrogenados III, em Três Lagoas (MS). O empreendimento, iniciado em 2011 e paralisado em 2014, pode ficar pronto entre o fim de 2028 e o início de 2029.
Segundo Magda Chambriard, a expansão responde à elevada dependência de importações e visa aumentar o abastecimento doméstico de fertilizantes para o agronegócio. A localização no Centro-Oeste reduz custos logísticos e reforça a segurança de suprimento.
A região representa aproximadamente 40% da demanda nacional por ureia, o que sustentaria ganhos logísticos e de confiabilidade no abastecimento. A Petrobras aposta em ganhos significativos de eficiência para o setor produtivo.
A criação de empregos também foi citada. A obra da UFN-III deve gerar 4,8 mil empregos diretos e indiretos entre 2026 e 2028, com potencial de chegar a 8 mil quando consideradas contratações e infraestrutura associada.
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