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PF aponta banco de Edir Macedo por inflar ativos e fabricar receitas

Polícia Federal aponta maquiagem contábil no Banco Digimais, controlado por Edir Macedo, para inflar ativos e fabricar receitas; operação Miragem mira bloqueio de bens

Foto: RD1
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  • A Polícia Federal afirma que o Banco Digimais, controlado por Edir Macedo, usou manobras contábeis para inflar ativos e fabricar receitas, na Operação Miragem.
  • A prática seria para esconder a real situação financeira da instituição e passar uma imagem de solvência aos reguladores e ao mercado.
  • Relatórios do Banco Central estariam embasando a apuração, com indícios de manipulação de demonstrativos contábeis, registros regulatórios e operações suspeitas.
  • A Operação Miragem cumpriu nove mandados de busca e apreensão em São Paulo; houve bloqueio e sequestro de bens que podem chegar a R$ 670.348.945,70.
  • Os crimes investigados incluem gestão fraudulenta, inserção de informações falsas em demonstrativos contábeis e operações de crédito vedadas; além de executivos da Digimais e da ID Corretora. Edir Macedo aparece entre os investigados, mas não houve busca e apreensão, pois ele reside no exterior.

A Polícia Federal aponta que o Banco Digimais, vinculado a Edir Macedo, teria usado manobras contábeis para inflar ativos e fabricar receitas. A investigação, denominada Operação Miragem, mira possíveis crimes contra o Sistema Financeiro Nacional. A ação ocorreu com cumprimentos de mandados de busca e apreensão em São Paulo.

Segundo a PF, a estrutura criada pela instituição visava esconder a real situação financeira e apresentar solvência aos reguladores e ao mercado, mesmo diante de problemas internos. A apuração sustenta que relatórios do Banco Central contribuíram para fundamentar as suspeitas.

A investigação também indica manipulação de demonstrativos contábeis e registros regulatórios, além de operações consideradas suspeitas. A apuração segue em andamento e envolve a obtenção de documentos, dados bancários e fiscais, segundo autoridades.

O que a PF diz sobre o banco de Edir Macedo

A PF sustenta que o Digimais teria utilizado maquiagem contábil para melhorar artificialmente resultados. A prática, conforme apuração, visava supervalorizar ativos e criar receitas que não refletiriam a realidade financeira da instituição.

Entre os itens em apuração estão: potencial superavaliação de ativos, geração de receitas artificiais, inserção de dados falsos em sistemas e demonstrativos, e a tentativa de passar a sensação de estabilidade financeira. Também há investigação sobre possíveis beneficiamentos à controladora.

A Operação Miragem autorizou nove buscas e apreensões em São Paulo. A Justiça autorizou ainda a quebra de sigilos bancário e fiscal, além de bloqueio e sequestro de bens que podem chegar a cerca de meio bilhão de reais.

Edir Macedo aparece entre os investigados, mas não foi alvo de busca. Segundo apuração, ele reside no exterior. Mesmo assim, a Justiça já autorizou medidas como bloqueio de bens e quebra de sigilos relacionados ao líder religioso.

Crimes investigados

Os investigados podem responder, conforme a responsabilidade de cada um, por gestão fraudulenta, inserção de informações falsas em demonstrativos contábeis e operações de crédito vedadas. Executivos e pessoas ligadas ao Digimais e à ID Corretora também são citados entre os alvos de diligências.

A apuração continua com a análise de documentos apreendidos, dados bancários e fiscais, e relatórios que já integram o processo. A PF não divulgou novas informações ao fim deste levantamento.

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