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Preço da RAM sobe 4x em um ano, atingindo até modelos legados

Preço da memória RAM dispara até quatro vezes acima do ano anterior, com demanda de IA pressionando preços e centros de dados respondendo por cerca de setenta por cento da produção

Bloomberg / Contributor / Bloomberg via Getty Images
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  • A demanda de IA está impulsionando o aumento dos preços de RAM, afetando também memórias mais antigas (DDR2/DDR3).
  • Estima-se que os data centers de IA vão consumir cerca de setenta por cento de todos os chips de memória produzidos em 2026.
  • A escassez de hélio, usada na fabricação de semicondutores, contribui para o aperto na oferta de RAM.
  • Com a alta demanda, fabricantes voltaram a usar RAM legada, elevando drasticamente os preços de DDR2 e DDR3; o DDR2 teve alta de cerca de sessenta por cento no segundo trimestre de 2026 e pode subir mais 35–40 por cento no próximo trimestre.
  • A estabilização dos preços é prevista apenas para a segunda metade de 2027, ainda assim com valores 60–100 por cento superiores aos de 2024; aumentar a oferta leva anos e privilegia clientes de IA.

RAM está mais cara e o aumento não poupa tecnologias antigas, segundo a imprensa especializada. O preço de módulos de memória dispara principalmente por demanda ligada à IA, além de escassez de hélio, insumos usados na fabricação de chips.

A reportagem aponta que os data centers de IA devem consumir cerca de 70% de todas as memórias produzidas em 2026. Essa concentração eleva margens para DDR5 e HBM, levando fabricantes a priorizarem chips de alto rendimento para servidores.

Essa demanda monopoliza a produção, o que pressiona o custo até de memórias consideradas antigas. Fabricantes já reduziram linhas de consumo para atender o mercado corporativo de IA, segundo especialistas.

Fatores que elevam o preço da memória

A demanda por IA é citada como principal motor do aumento. Dados da indústria indicam que os data centers consomem grandes volumes de memória de alto desempenho, como HBM e LPDDR5X, aumentando o custo por giga.

Além disso, a escassez de hélio — essencial para fabricação de semicondutores — soma-se ao efeito de interrupções no fornecimento, principalmente com os impactos da crise no Irã e nas rotas de exportação. A combinação eleva o preço de componentes.

Paralelamente, há pressão sobre memórias legadas. DDR3 e DDR2, ainda utilizadas em aplicações industriais, registraram alta de preços no segundo trimestre de 2026, com projeções de novas altas nos próximos meses.

Impactos e perspectivas

Mercados de consumo começam a sentir o impacto, com GPUs, PCs e smartphones registrando reajustes. Kits de memória de 32 GB DDR5 passaram de cerca de US$ 100–120 no ano anterior para cifras próximas de US$ 400 em alguns varejos.

Especialistas indicam que a estabilização pode levar até a segunda metade de 2027, ainda que os preços permaneçam bem acima dos níveis de 2024. A indústria avalia possibilidades de aumento de produção, porém com atraso.

Mesmo ampliando fábricas, o retorno depende do tempo de maturação das linhas de produção e da priorização de clientes IA, o que posterga qualquer alívio tarifário imediato.

O que esperar daqui para frente

Analistas sugerem cautela: horários voltados a oscilações de preço ainda são comuns, com variações diárias no mercado de memória. O repasse de custos para dispositivos de consumo tende a ocorrer em diferentes produtos, de PCs a smartphones.

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