- A Qualcomm prevê US$ 15 bi em vendas com data centers até 2029, com US$ 5 bi no ano fiscal de 2027 e US$ 1 bi provenientes de novos clientes de chips personalizados.
- A empresa estima faturar US$ 40 bilhões com chips fora de smartphones até 2029, acima da projeção anterior de US$ 22 bilhões; celulares devem representar um terço da receita com chips.
- As ações subiram mais de 12% após o fim do pregão desta quarta-feira, 24, em decorrência das perspectivas de diversificação.
- Microsoft e Meta usarão os novos chips de IA, e a Qualcomm fabricará chips personalizados para dois hiperescalares não identificados.
- A empresa lançou a categoria High Bandwidth Compute (Computação de Alta Largura de Banda) e destacou a CPU Dragonfly C1000, criada para data centers de IA.
A Qualcomm revisa suas perspectivas para o negócio de data centers, com a projeção de atingir US$ 15 bilhões em vendas até 2029, à medida que amplia atuação além dos chips para smartphones. A informação foi apresentada a investidores, e as ações da empresa subiram mais de 12% após o fechamento do pregão nesta quarta-feira.
Em apresentação, o diretor financeiro Akash Palkhiwala afirmou que o segmento deve gerar US$ 5 bilhões no ano fiscal de 2027, sendo US$ 1 bilhão de novos clientes de chips personalizados. A empresa ainda elevou a previsão total de chips fora do mercado de smartphones para US$ 40 bilhões até 2029.
A Qualcomm indicou que celulares devem representar apenas um terço de sua receita com chips até 2029, sinalizando diversificação. Analistas do Bank of America já apontavam receita modesta de até US$ 5 bilhões anuais da expansão de data centers até 2027-2028.
Parcerias com Microsoft e Meta
A companhia informou que a Microsoft e a Meta Platforms usarão seus novos chips de IA, com produção de chips personalizados para dois hiperescaleadores não divulgados. A mudança para chips de IA acompanha a pressão de mercado sobre smartphones e a busca por infraestrutura de IA.
A Qualcomm apresentou a nova categoria de chips, chamada High Bandwidth Compute, baseada em memória barata para IA. A Microsoft deverá adotar a vertente de chips de memória para dispositivos móveis e laptops, diferente de soluções de alta largura de banda da Nvidia.
Tony Pialis, chefe de data centers, destacou o valor de desempenho por custo-benefício oferecido pelos novos chips. A Meta deverá testar a CPU Dragonfly C1000, criada para data centers de IA, entrando em competição com Arm e Nvidia.
A empresa informou ainda que fechou acordo com dois grandes clientes de hiperescala para fabricar chips personalizados, com receitas iniciando ainda neste ano. Os nomes dos clientes não foram revelados pela Qualcomm.
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