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Queda de juros estrutural depende do ajuste fiscal, diz BGC Liquidez

Queda de juros estrutural depende do cenário fiscal a partir de 2027; prêmio nas curvas acompanha incertezas fiscais, com Copom limitando alta a 13,75% até fim de 2026

Felipe Tavares, economista-chefe da BGC Liquidez — Foto: Rogerio Vieira/Valor
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  • O Copom pode reduzir a Selic de 14,25% para 13,75% até o fim de 2026, segundo a visão de especialistas.
  • A maior parte do prêmio já precificado nas curvas de juros está associada às incertezas sobre o cenário fiscal a partir de 2027.
  • Uma sinalização positiva sobre a situação fiscal seria o único fator capaz de destravar ganhos mais estruturais para a renda fixa.
  • A avaliação é de Felipe Tavares, economista-chefe da BGC Liquidez.

O Copom pode manter cortes limitados na Selic, partindo de 14,25% para 13,75% até o fim de 2026, segundo a visão de Felipe Tavaares, economista-chefe da BGC Liquidez. A sinalização sobre o cenário fiscal passa a definir ganhos mais estruturais na renda fixa.

Para o economista, o prêmio precificado nas curvas de juros está hoje atrelado principalmente às incertezas fiscais a partir de 2027. Ajustes de política monetária podem ocorrer, mas dependem de uma atuação efetiva na relação entre gasto público e receita.

A leitura da BGC Liquidez aponta que fatores pontuais ajudam, mas não resolvem o desafio de queda de juros de forma estrutural. O caminho depende de avanço claro na disciplina fiscal, que permita desconstruir o teto de gastos e reduzir a percepção de risco macro.

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