- A audiência pública nos Estados Unidos, marcada para 6 de julho, foca na possibilidade de taxação de 37,5% sobre pescados brasileiros.
- Eduardo Lobo, presidente da Abipesca, afirma que os Estados Unidos representam cerca de metade da receita das exportações de pescado.
- No caso da tilápia, mais de 90% do volume exportado tem como destino o mercado norte‑americano.
- O setor sustenta que não há justificativa econômica para incluir pescados na lista de tarifas, alegando que os pescados brasileiros não competem com os dos EUA, e sim atendem à demanda externa.
- Além da defesa, há foco na diversificação de mercados, com crescimento na Ásia, Austrália e Oriente Médio, e possibilidade de abertura do mercado europeu.
O setor brasileiro de pescados se prepara para uma audiência pública nos Estados Unidos em 6 de julho para discutir a possível taxação de 37,5% sobre produtos brasileiros. A medida pode aumentar custos de importação e comprometer a competitividade no principal mercado externo para várias espécies.
Segundo Eduardo Lobo, presidente da Abipesca, os Estados Unidos representam cerca de metade da receita com exportações de pescado. Na tilápia, mais de 90% do volume exportado tem destino norte-americano. A tarifa elevada pode tornar produtos brasileiros menos atrativos frente a fornecedores de outros países.
Lobo afirma não haver justificativa econômica para incluir pescados na lista de tarifas, destacando que o Brasil fornece, não compete, com o mercado americano. A depender da decisão, empregos e renda no Brasil podem sofrer impactos significativos.
O setor aposta na diversificação de mercados para reduzir a dependência dos EUA. Nos últimos anos, houve expansão para a Ásia, Austrália e Oriente Médio, além de aguardar possível reabertura do mercado europeu. O presidente da Abipesca ressalta a capacidade brasileira de ampliar a participação internacional, com extensa costa, disponibilidade de água e indústria instalada.
Audiência nos EUA e impactos
A audiência em solo americano é vista como momento decisivo para esclarecer impactos econômicos. Entidades brasileiras pretendem demonstrar que a tarifa não traria ganhos para a economia dos EUA e que poderiam ocorrer perdas de emprego no Brasil.
Especialistas ouvidos pela associação apontam que tarifas elevadas podem aumentar a concorrência de produtores de outros países e reduzir o volume de exportação de pescado brasileiro. O tema permanece em análise junto a autoridades do comércio externo.
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