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Varejista chilena compra St. Marche durante recuperação judicial

Cencosud assina acordo para comprar St. Marche, em São Paulo, sem desembolso de caixa; Hortus entra com recuperação judicial para proteção e venda estratégica

Loja da St. Marche
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  • Cencosud fechou acordo para comprar integralmente as operações da St. Marche, rede de São Paulo, por meio da Cencosud Brasil Comercial, sem endividamento financeiro.
  • A aquisição depende da aprovação da recuperação judicial do Grupo Hortus, que busca proteção contra cobranças por 180 dias para viabilizar a venda.
  • A conclusão está sujeita a condições de fechamento usuais, aprovação da recuperação e aprovação pelo Cade; o financiamento virá de recursos da alienação de ativos da Cencosud em Minas Gerais.
  • As lojas St. Marche e Empório Santa Maria devem permanecer em funcionamento, preservando cerca de 2.100 empregos diretos, e a cadeia de fornecedores deve ser mantida.
  • O plano de Hortus detalha fatores macroeconômicos, expansão anterior e dívidas; prevê tratamento trabalhista até R$ 160 mil por trabalhador e prioridade de recebimento para fornecedores que permaneçam abastecendo a rede.

O grupo chileno Cencosud assinou um acordo para comprar a totalidade das operações da St. Marche, rede de supermercados premium de São Paulo. A operação foi firmada nesta quarta-feira, 24, por meio da subsidiária Cencosud Brasil Comercial, segundo o pedido de recuperação judicial do Grupo Hortus, controlador da marca.

A compra será realizada sem desembolso de caixa e sem endividamento financeiro para a St. Marche. A aquisição depende ainda de aprovação da recuperação judicial, do Cade e de condições de fechamento usuais.

Detalhes da recuperação do Grupo Hortus

O pedido de recuperação judicial foi protocolado na 1ª Vara de Falências e Recuperações Judiciais de São Paulo. O grupo aponta crise de liquidez entre 2024 e 2025 como origem da medida.

Entre as medidas, há pedido de stay period de 180 dias para suspender cobranças e execuções, com objetivo de viabilizar a venda à Cencosud. A recuperação seria instrumento para reduzir o endividamento, não uma solução definitiva.

Condições e impactos da operação

A transação prevê que as lojas St. Marche e Empório Santa Maria continuem operando, preservando cerca de 2.100 empregos diretos. A cadeia de fornecedores deverá permanecer estável, mesmo com a mudança de controle.

A venda depende de aprovação pela recuperação judicial e pelo Cade, além de condições de fechamento. Os recursos para a aquisição viriam da alienação das operações da Cencosud em Minas Gerais, conforme o plano apresentado.

Plano para credores e continuidade operacional

O plano de recuperação propõe tratamento privilegiado para créditos trabalhistas, com pagamento de até 160 mil por trabalhador e prazo de até 30 dias após a venda, ou 12 meses após homologação. Credores quirografários teriam pagamento inicial reduzido, com parcelas futuras de longo prazo.

Fornecedores que continuarem abastecendo a rede seriam classificados como Fornecedores Parceiros, incluindo locadores dispostos a manter contratos. Esses credores receberiam correção pelo IPCA e pagamento integral em até 60 dias após a transferência para a Cencosud.

Estratégia de transição

Durante a transição, a Cencosud pretende oferecer linhas de crédito para compra de mercadorias e manutenção das operações, com status semelhante ao DIP (de alimentação de praça de recuperação). O Hortus manteria a presença empresarial, ainda que em escala reduzida, após a venda de ativos.

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