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Venezuela divulgará dívida de US$240 bi antes da reestruturação, diz jornal

Venezuela revelará dívida de US$ 240 bi antes da maior reestruturação soberana, com dívida/PIB acima de 200%

Venezuela dívida
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  • A Venezuela deverá revelar uma dívida total de US$ 240 bilhões, superior às estimativas anteriores.
  • O país está em moratória desde 2017 e, em janeiro, o presidente Nicolás Maduro foi detido pelas forças americanas.
  • Caracas contratou a consultoria Centerview Partners para avaliar seus passivos em preparação possivelmente para a maior reestruturação de dívida soberana da história.
  • Analistas tinham estimado a dívida entre US$ 150 bilhões e US$ 200 bilhões; a divulgação da avaliação pode ocorrer no início de julho.
  • A divulgação de um cenário macroeconômico aponta produção anual de aproximadamente US$ 100 bilhões, sugerindo relação dívida/PIB superior a 200%; credores e impactos sobre recuperações são discutidos por analistas.

A Venezuela deverá revelar um montante de dívida de US$ 240 bilhões, mais alto que o estimado, enquanto se prepara para possivelmente a maior reestruturação de dívida soberana da história. O anúncio virá antes da conclusão do processo de reestruturação.

O governo contratou a consultoria americana Centerview Partners para avaliar seus passivos. A informação é publicada pelo Financial Times, que cita fontes familiarizadas com os planos.

Analistas já indicavam dívidas entre US$ 150 bilhões e US$ 200 bilhões. Caracas previa publicação da avaliação até o fim de junho, mas o diário britânico afirma que ela pode sair no início de julho.

Títulos venezuelanos subiram apenas modestamente após a divulgação, após terem registrado forte valorização na sequência da prisão de Maduro. A estatal petrolífera também acompanhou a tendência.

Montante, projeções e impactos

A Centerview Partners não comentou o caso. O Financial Times diz ainda que uma análise macro, prevista para o fim do mês, estima produção anual em torno de US$ 100 bilhões, elevando a relação dívida/PIB acima de 200%.

A Tellimer aponta que a dívida maior do que o esperado pode influenciar as previsões de recuperação dos detentores de títulos, caso o perímetro de credores seja ampliado ou haja reivindicações concorrentes.

Contexto econômico e perspectivas

Um representante legal do Comitê de Credores da Venezuela não comentou o assunto. O regime de moratória vigente desde 2017 permanece como pano de fundo para as negociações em curso.

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