- Ações da Americanas (AMER3) caem na B3, com queda de 1,87% para R$ 4,20, em resposta à segunda fase da operação da Polícia Federal sobre a fraude de 54 bilhões de reais.
- A PF mira Beto Sicupira, Paulo Alberto Lemann e executivos de Itaú Unibanco, Bradesco e Santander, além de ex-integrantes do conselho da companhia.
- Procurados, os controladores afirmam ter ficado surpresos com a operação; as notas oficiais destacam a disposição de colaborar com as autoridades.
- A fase envolve nove mandados de busca e apreensão, com o sequestro de bens e valores até o limite de 54 bilhões de reais, em Rio de Janeiro e São Paulo.
- Empresas envolvidas divulgaram posicionamentos: Americanas quer esclarecer os fatos, Itaú e Bradesco mencionam lisura de suas condutas e o Santander afirma apoiar as partes prejudicadas.
As ações da Americanas (AMER3) caíram na B3 após a PF deflagrar a segunda fase da Operação Disclosure, que investiga uma fraude de aproximadamente R$ 54 bilhões na varejista. A queda ocorreu por volta das 12h, com os papéis a cerca de R$ 4,20.
A operação desta quinta-feira (25) mira o núcleo acionista e membros do conselho, além de executivos de bancos. Entre os alvos estão Beto Sicupira e Paulo Alberto Lemann, filho de Jorge Paulo Lemann, ligados ao grupo controlador.
A Polícia Federal também aborda dirigentes de Itaú Unibanco, Bradesco e Santander, além de ex-integrantes do conselho. As investigações apontam conhecimento de fraudes contábeis sustentadas ao longo de anos.
Envolvidos e reações
A Americanas informou ser a maior interessada no esclarecimento dos fatos, enquanto o Santander afirmou estar ao lado das partes prejudicadas. O Itaú citou perdas bilionárias e disse ter comprovado a lisura de sua conduta.
Os controladores reforçaram surpresa com a operação e disseram colaborar com as autoridades. A defesa pública defende que acionistas de referência foram enganados pela antiga diretoria.
Medidas e próximos passos
A PF cumpre nove mandados de busca e apreensão em Rio de Janeiro e São Paulo. A 10ª Vara Federal do Rio autorizou o sequestro de bens até o valor de R$ 54 bilhões.
Instituto Reserva, representante de investidores minoritários, sustenta que controladores devem responder por falhas de governança, além de diretores. As apurações prosseguem com prazos ainda não divulgados.
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