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Assaí aprende com EUA e Europa para chegar a R$ 84 bi em receita

Assaí aprende com Costco e varejo europeu para adaptar-se ao Brasil, ampliando alcance entre famílias e microempresas e atingindo R$ 84,7 bilhões em receita

Belmiro Gomes, CEO do Assaí: "Aprendemos muito olhando para fora, mas sempre entendendo que o Brasil tem características próprias" (Assaí/Divulgação)
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  • Assaí aprendeu com mercados dos EUA e da Europa, sem copiar, para adaptar o modelo ao consumidor brasileiro.
  • Nos Estados Unidos, a lição foi vender em grande escala com operação simples, grandes volumes, preços competitivos e foco em custos baixos (inspirado pela Costco).
  • Na Europa, o aprendizado envolveu eficiência operacional, produtividade nas lojas, gestão de categorias, marcas próprias e foco na experiência do cliente.
  • O atendimento a dois públicos — famílias e pequenos empreendedores — elevou o B2B e o alcance de clientes, com cerca de 1 milhão de clientes B2B e aproximadamente 40 milhões de consumidores por mês.
  • De 2011 a hoje, o Assaí passou de faturamento em torno de R$ 3 bilhões e 6 mil funcionários para cerca de R$ 84,7 bilhões e 90 mil empregados; o grupo também avalia diversificar com farmácias, serviços financeiros, marcas próprias, marketplaces e postos de combustíveis.

Belmiro Gomes, CEO do Assaí, revelou como a experiência internacional ajudou a transformar o grupo em uma das maiores redes de varejo do Brasil. Ahoje, o atacarejo soma receita aproximada de 84 bilhões de reais e emprega cerca de 90 mil pessoas.

A estratégia não foi copiar modelos, mas entender como formatos maduros operavam e adaptar as melhores práticas ao consumidor brasileiro. O foco foi aprender com operações eficientes, escalabilidade e preços baixos.

Nos EUA, a referência foi a Costco, visando ganhar dinheiro na escala, reduzir margens e vender grandes volumes com custos baixos. Na Europa, a lição ficou com a profissionalização do varejo: eficiência, produtividade e gestão de categorias.

O executivo destaca que a diversidade do público brasileiro exigiu um modelo capaz de atender tanto famílias quanto pequenos empreendedores, incluindo aproximadamente 1 milhão de clientes B2B que compram regularmente, além de cerca de 40 milhões de consumidores mensais.

Para acompanhar esse duplo público, o Assaí vem gradualmente substituindo o sobrenome Atacadista por apenas Assaí, reforçando a visão de operação mista voltada a empresas e consumidores finais. A empresa mantém foco em expansão e inovação.

A origem do nome também tem traços internacionais: o Assaí herdou a grafia de Asahi, palavra associada ao sol nascente, preservando a pronúncia brasileira com ênfase no í.

Além das lojas, a empresa investiga tendências em tecnologia, gestão de estoques, atendimento e comportamento do consumidor. Desde 2011, Belmiro conduziu a expansão de uma empresa de 3 bilhões para 84,7 bilhões de reais em faturamento, com crescimento de 6 mil para 90 mil empregados.

Segundo o executivo, o varejo brasileiro evoluiu para um modelo de atacarejo que atende a diferentes classes sociais, não apenas a baixa renda. Isso permitiu a aquisição de 66 pontos do Extra, em 2021, e sinaliza novas frentes de atuação.

A visão de futuro envolve farmácias, serviços financeiros, marcas próprias, marketplaces e até postos de combustíveis. O modelo está em transformação contínua, sempre buscando adaptação às mudanças do mercado global.

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