- A contratação de empréstimos consignados do INSS caiu 40% nos últimos dois anos, passando de cerca de 4 milhões de contratos em 2024 para aproximadamente 2,4 milhões em 2026.
- O recuo ocorreu após endurecimento das regras, que tornaram um quarto dos aposentados inelegíveis ao benefício.
- As novas normas limitam o valor do empréstimo a 30% do benefício e exigem assinatura de termo de responsabilidade.
- Mesmo com a queda, o endividamento entre idosos aumentou, com busca por soluções para dívidas antigas ou despesas emergenciais.
•Banco Central e órgãos de defesa do consumidor destacam a necessidade de cautela, avaliação das condições e informações completas antes de contratar.
Empréstimos consignados do INSS tiveram queda de 40% nos últimos dois anos. O recuo veio após endurecimento das regras, que tornaram um quarto dos aposentados inelegíveis para o benefício. A mudança ocorreu em meio ao aumento do endividamento entre idosos, que passaram a buscar alternativas mais acessíveis.
Dados do Banco Central mostram que o total de contratos caiu de cerca de 4 milhões em 2024 para aproximadamente 2,4 milhões em 2026. As novas normas limitaram o valor máximo do empréstimo e passaram a exigir comprovante de renda, entre outros critérios de elegibilidade.
O endurecimento regulatório também ampliou a preocupação com a vulnerabilidade financeira de aposentados. Muitos recorrem ao crédito para quitar dívidas antigas ou cobrir despesas emergenciais, enquanto especialistas ressaltam a necessidade de cautela ao contratar crédito.
Em meio ao cenário, as regras visam proteger o público idoso de práticas abusivas. Entre as mudanças, está a limitação do valor do empréstimo a 30% do benefício e a exigência de assinatura de um termo de responsabilidade.
Apesar da queda na contratação, o consignado continua sendo uma opção para quem busca recursos adicionais. Profissionais do setor recomendam buscar informações completas antes de firmar qualquer acordo e avaliar a capacidade de pagamento.
As autoridades, incluindo o Banco Central e órgãos de defesa do consumidor, reforçam a importância de os aposentados avaliarem condições do crédito para evitar endividamento excessivo e garantir proteção de direitos.
Fonte: Folhapress
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