- Operação Rastro, da Polícia Civil do Distrito Federal, desarticulou organização criminosa cibernética que explorou vulnerabilidades do Pix e fraudou mais de R$ 5,5 milhões.
- O grupo atuava em núcleos financeiro, técnico, de aliciamento e de beneficiários; efetuou 425 transações fraudulentas em dezembro de 2025 por meio de fracionamento automatizado (smurfing).
- Parte dos recursos foi convertida em criptoativos e repassada a corretoras nacionais e estrangeiras, em tentativa de lavagem de dinheiro.
- Sete mandados de busca e apreensão foram cumpridos em Brasília, Planaltina de Goiás, Valparaíso de Goiás e Guariba (SP); foram apreendidos equipamentos, dispositivos de armazenamento, carteiras de criptoativos e documentação. Medidas cautelares visaram bloquear ativos financeiros e criptoativos.
- Os investigados respondem por furto mediante fraude, lavagem de dinheiro e organização criminosa, com soma das penas máximas estimada em até 26 anos de reclusão.
Uma operação da Polícia Civil do Distrito Federal desarticulou uma organização criminosa cibernética que fraudou mais de R$ 5 milhões por meio do sistema PIX. A ação, batizada de Operação Rastro, ocorreu nesta quinta-feira (25/6).
A investigação, conduzida pela Delegacia Especial de Repressão aos Crimes Cibernéticos (DRCC/Decor), aponta que o grupo tinha núcleos financeiro, técnico, de aliciamento e de beneficiários. O objetivo era explorar vulnerabilidades da função cooperativa de crédito do Pix.
Entre as fraudes, teriam sido realizadas 425 transações automatizadas de fracionamento (smurfing) em dezembro de 2025, resultando na subtração de valores superiores a 5,5 milhões de reais. Parte do dinheiro foi convertido em criptoativos.
Sete mandados de busca e apreensão foram cumpridos, nas cidades de Brasília, Planaltina (GO), Valparaíso (GO) e Guariba (SP). Foram apreendidos equipamentos eletrônicos, dispositivos de armazenamento, carteiras de criptoativos e documentação relevante.
Medidas cautelares também foram decretadas para bloquear ativos financeiros, incluindo criptoativos, com o objetivo de impedir a continuidade das operações. Os investigados respondem por furto mediante fraude, lavagem de dinheiro e organização criminosa.
A DRCC/Decor enfatiza que a fraude envolveu exploração de falhas no sistema PIX e que a investigação continua para identificar todas as vítimas e o destino final dos recursos. A apuração contará com perícias e cooperação com as unidades correspondentes.
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