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Inflação dos EUA fica abaixo do esperado, aponta Avenue

Inflação dos EUA pelo PCE veio menos agressiva que o esperado: alta mensal de 0,4% e núcleo em 0,3%, aliviando juros e bolsas, mas pressão de moradia persiste

Fonte: Pexels
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  • O índice de preços de gastos com consumo pessoal (PCE) dos EUA teve alta anual de 4,1% e variação mensal de 0,4%, 0,1 ponto percentual abaixo do esperado.
  • O núcleo do PCE, que exclui alimentos e energia, subiu 3,4% na comparação anual e 0,3% na mensal, maior leitura desde outubro de 2023.
  • A pressão de custo no componente cheio permaneceu puxada por energia e gasolina, enquanto a inflação mensal amenou as apostas sobre o ritmo do Fed.
  • Os rendimentos de Treasuries de dois e dez anos recuaram, refletindo o alívio do dado mensal.
  • As bolsas abriram em alta, com o S&P 500 subindo cerca de 0,63% e o Nasdaq aumentando 0,75%; o dólar ficou em torno de R$ 5,19 frente ao real.

O indicador de inflação favorito do Federal Reserve, o PCE, mostrou alívio parcial para os mercados nesta quinta-feira. O índice total registrou 4,1% no acumulado de 12 meses, enquanto a variação mensal ficou em 0,4%, 0,1 ponto percentuai abaixo do esperado.

A versão mensal do PCE aponta que a inflação avança de forma menos agressiva do que o esperado, puxada pela trajetória de preços de energia e gasolina. Mesmo assim, o PCE núcleo continuou sob pressão, com avanço anual de 3,4% e 0,3% no mês, segundo dados analisados pela Avenue.

Para Bruno Yamashita, coordenador de alocação e inteligência da Avenue, o resultado sugere que a inflação permanece elevada, mas menos intensa do que projetado pelo mercado. Ele destaca que a pressão continua concentrada nos custos de moradia e nos itens de energia.

  • O núcleo do PCE, que exclui alimentos e energia, manteve a leitura em linha com as projeções do mercado, marcando a maior leitura desde outubro de 2023. A subida do custo de moradia volta a chamar a atenção dos investidores.

Juros caem e bolsas sobem nos EUA

Após a divulgação, os rendimentos dos títulos do Tesouro recuaram, sinalizando resposta relativamente positiva à inflação mensal mais baixa. As taxas de Treasuries de dois e dez anos recuaram, indicando juros menos agressivos que o esperado.

As bolsas abriram em alta: o S&P 500 avançou cerca de 0,63% e o Nasdaq subiu 0,75% na abertura, estimulado, em parte, pelos resultados da Micron, divulgados na véspera.

No mercado de câmbio, o dólar recuou parte da alta frente ao real, cotado próximo de R$ 5,19 após ter alcançado R$ 5,21 mais cedo, influenciado pela trajetória dos juros nos EUA.

Para Yamashita, o mercado deverá acompanhar próximos indicadores para avaliar os próximos passos da política monetária do Fed nos meses seguintes, diante de uma inflação ainda elevada, porém menos acelerada.

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