- O índice de preços de Despesas de Consumo Pessoal subiu 0,4% em maio, com alta de 4,1% em relação ao mesmo mês do ano anterior.
- A inflação foi influenciada pelo conflito no Oriente Médio e pelo aumento dos preços do petróleo, que subiu com a guerra e recuou após acordo recente.
- O núcleo da inflação, que exclui alimentos e energia, subiu 0,3% em maio, chegando a 3,4% no acumulado anual.
- O Federal Reserve enfrenta pressão para conter a inflação; metade dos membros sinalizou possíveis altas de juros até o fim do ano.
- Analistas veem maio como possível pico da inflação neste ano.
O índice de preços de Despesas de Consumo Pessoal (PCE) dos EUA subiu 0,4% em maio, segundo o BEA. O resultado levou a inflação anual a 4,1%, a maior desde há mais de três anos. O avanço acompanha pressões de energia e conflitos regionais.
O aumento pode ter sido influenciado pelo episódio de tensão no Oriente Médio, que elevou os preços do petróleo e impactou a energia. Analistas destacam que maio pode representar o pico da inflação neste ano, ainda que o efeito de energia tenha segurado esse movimento em curto prazo.
Desempenho da inflação e atuação do Fed
O núcleo da inflação avançou 0,3% em maio, atingindo 3,4% na variação anual e sinalizando virada além de itens com preços mais voláteis. O dado sustenta a visão de que a inflação não ocorre apenas pela energia.
A divulgação aumenta a pressão sobre o Federal Reserve. O novo presidente, Kevin Warsh, enfrenta dissenso interno: parte dos diretores defende alta de juros até o fim do ano, enquanto outros esperam reforçar o aperto monetário. Investidores já precificam maior atuação do banco central.
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