- Prévia da inflação (IPCA‑15) ficou em 0,41% em junho, ante 0,62% em maio.
- Os maiores impactos vieram de alimentos, com alta de 0,74%, e de energia elétrica residencial, em 2,04%.
- Acumula 12 meses em 4,8%, mantendo o índice acima da meta do Conselho Monetário Nacional (3%) e da margem de tolerância de 1,5 ponto percentual.
- A leitura refere‑se ao período de 16 de maio a 16 de junho de 2026, em 11 áreas urbanas do país.
- O IPCA‑15 é a prévia do IPCA, indicador oficial, e a variação de junho foi a maior para o mês desde 2022 (0,69%).
O IPCA-15, prévia da inflação, apontou alta de 0,41% em junho, segundo o IBGE. Em maio, o índice tinha registrado 0,62%. A leitura de junho fica acima da variação de 12 meses de 4,8%, corroborando a pressão de itens de alimentação e energia.
A alta de alimentos ficou em 0,74%, enquanto a energia elétrica residencial subiu 2,04%. Apesar da desaceleração mensal, o indicador continua acima do esperado para o teto da meta, que é de 3% ao ano.
O que é IPCA-15
O IPCA-15 é uma prévia do IPCA, apurado nos 30 dias finais de cada mês. Esta leitura refere-se ao período de 16 de maio a 16 de junho de 2026 e envolve nove grandes grupos de consumo.
Desempenho e alcance da meta
O IPCA-15 acumula alta de 4,8% em 12 meses, ampliando a distância ao teto da meta de inflação. O indicador já havia excedido a tolerância de 1,5 ponto percentual da meta de 3% em maio, pela primeira vez desde outubro do ano anterior.
Cobertura e método
A apuração considera famílias com renda de 1 a 40 salários mínimos, em 11 áreas urbanas do Brasil, incluindo grandes capitais e o Distrito Federal. A coleta de preços ocorre em período distinto do IPCA, para indicar tendências do mês.
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