- O IPCA-15 de junho ficou em 0,41%, evidenciando a perda de força pela segunda vez seguida.
- No acumulado de doze meses, a inflação chegou a 4,8%, ante 4,64% em maio.
- Alimentação e bebidas (0,74%) e habitação (0,72%) foram os principais componentes, juntos respondendo por dois terços do índice.
- A conta de luz impactou bastante, com alta de 2,04% no grupo habitação e efeito de 0,08 p.p. no IPCA-15 devido à bandeira amarela.
- Entre itens específicos, batata-inglesa, tomate, feijão e cebola subiram; passagens aéreas subiram 7,24% e combustíveis recuaram, com etanol e gasolina registrando quedas.
O IPCA-15, prévia da inflação oficial, fechou abril em 0,41% em junho, segundo o IBGE. O resultado indica redução da alta frente março e abril. Em abril, o índice tinha sido 0,89%; em maio, 0,62%.
O IBGE divulgou os números nesta quinta-feira (25). No acumulado de 12 meses, o IPCA-15 ficou em 4,8%, ante 4,64% em maio. A prévia serve como indicação do comportamento da inflação que norteará metas oficiais.
O Boletim Focus, do BC, apontou mediana de expectativa de 0,32% para a inflação oficial de junho. A divulgação reforça as projeções de desaceleração para o fim do semestre.
Composição por grupos
Alimentação e bebidas subiu 0,74% em junho, com alimentação em casa variando 0,87%. Destacam-se altas da batata-inglesa (29,42%), tomate (17,27%), feijão-carioca (14,29%) e cebola (9,54%).
Habitação teve alta de 0,72%, puxada pela energia elétrica residencial, que avançou 2,04%. A conta de luz respondeu sozinha por 0,08 p.p. do IPCA-15, influenciada pela bandeira amarela.
Artigos de residência, vestuário e saúde também contribuíram para o ritmo geral, com altas modestas, enquanto transportes registrou queda de 0,03%, puxada pela queda de combustíveis.
Tendências e impactos regionais
Entre os itens, o calor e condições climáticas afetam custos de energia e alimentação. A bandeira amarela teve impacto relevante no valor da energia, com cobrança adicional de R$ 1,885 por 100 kWh.
Reajustes tarifários locais, como Belo Horizonte, Recife, Fortaleza e Salvador, também contribuíram para elevar a inflação residencial. O efeito é regional, mas integra o painel nacional do IPCA-15.
No grupo transportes, passagens aéreas ficaram 7,24% mais caras, elevando o índice em 0,05 p.p. Já combustíveis apresentaram queda de 1,22% no mês, impactando negativamente o índice em 0,08 p.p.
O etanol caiu 5,30% e a gasolina 0,73%, com impactos negativos de 0,04 p.p. cada. O óleo diesel recuou 1,47% em junho, reduzindo custos de transporte.
Observações sobre o método
O IPCA-15 utiliza a mesma metodologia do IPCA, mas coleta preços entre 16 de maio e 16 de junho, em 11 localidades. O IPCA completo para junho será divulgado em 10 de julho.
A cesta de produtos abrange rendimentos entre um e 40 salários mínimos, hoje em torno de R$ 1.621. O indicador serve de base para metas de inflação a serem perseguidas pelo governo.
Entre na conversa da comunidade