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Investidores analisam relatório de política monetária e inflação no Brasil e EUA

Mercados monitoram Relatório de Política Monetária e IPCA‑15, com foco na trajetória da Selic; EUA apresentam PCE final, bolsas sobem e petróleo cai

Gabriel Galípolo, presidente do Banco Central — Foto: Raphael Ribeiro/BC
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  • Mercado acompanha o Relatório de Política Monetária e o IPCA-15 de junho no Brasil, buscando sinais sobre os próximos passos do Banco Central após dúvidas na ata do Copom.
  • No exterior, a atenção fica na leitura final do PCE dos EUA do primeiro trimestre de 2025, com expectativa de alta de 4,4% no núcleo e 4,5% no agregado.
  • A entrevista do presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, e do diretor interino de política econômica, Paulo Picchetti, pode esclarecer dúvidas sobre a trajetória da Selic.
  • Juros futuros encerraram em queda pela terceira sessão consecutiva, impulsionados pela queda do petróleo após a reabertura do Estreito de Ormuz, com o Brent around US$ 72.
  • Bolsas de Nova York sobem, com resultados da Micron e da Qualcomm sustentando o interesse em IA, enquanto petróleo e rendimentos dos Treasuries caem.

O mercado aguarda a divulgação do Relatório de Política Monetária e do IPCA-15 de junho no Brasil, além da leitura final do PCE nos EUA. O objetivo é identificar os próximos passos de política monetária, após dúvidas geradas pela ata do Copom. O cenário externo também influencia ativos locais.

A dúvida entre os agentes envolve a continuidade da Selic sem mudanças ou nova redução na próxima reunião do BC. Caso as informações do Relatório tragam clareza, podem ocorrer impactos na curva de juros. O presidente do BC, Gabriel Galípolo, e o diretor interino de política econômica, Paulo Picchetti, devem falar à imprensa.

Mesmo com incertezas sobre o câmbio de diretrizes, juros futuros recuam pela terceira sessão seguida, sustentados por fatores externos. A reabertura do Estreito de Ormuz contribui para recuo do petróleo e menor pressão inflacionária global. O Brent opera próximo de US$ 72 o barril.

Brasil: IPCA-15 e impactos na política monetária

O IPCA-15 de junho será acompanhado de perto pelo mercado para calibrar a trajetória da Selic. A mediana de 29 estimativas aponta alta de 0,44% no mês, frente 0,62% em maio e 0,89% em abril. O IPCA cheio subiu 0,58% em maio, 0,67% em abril.

EUA: PCE e cenário externo

Nos Estados Unidos, a leitura final do PCE do 1º trimestre traz estimativas de alta de 4,4% no núcleo e 4,5% no agregado, na comparação trimestral. Os números estão sob análise de investidores, que aguardam sinalização de trajetória da inflação nos EUA.

As bolsas de Nova York seguem em alta, impulsionadas por resultados acima do esperado de empresas de tecnologia e pelas projeções da Micron e da Qualcomm. Ao mesmo tempo, petróleo e rendimentos do Tesouro permanecem em trajetória de queda, mantendo o ambiente global favorável a ativos de risco.

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