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Investimento transforma lama vermelha em matéria-prima verde para aço

Investimento de US$ 1,5 bilhão viabiliza unidade de demonstração para transformar lama vermelha em ferro-gusa de baixo carbono

Investimento bilionário vai transformar lama vermelha em matéria-prima verde para indústria de aço
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  • A New Wave, controlada pela Lorinvest, desenvolve tecnologia para transformar lama vermelha da bauxita em ferro-gusa de baixo carbono e silicato de alumina para cimenteiras, com unidade de demonstração em Barcarena (PA) ligada à Alunorte.
  • A fase de demonstração envolve investimento de R$ 250 milhões, com produção prevista de 50 mil toneladas por ano e entrada em operação em novembro.
  • O plano industrial envolve módulos que processariam 2,2 milhões de toneladas de rejeito por ano; o objetivo é instalar três módulos no site da Alunorte, com o primeiro em operação entre 2030 e 2032.
  • O custo de produção do ferro-gusa pelo processo fica entre US$ 220 e US$ 250 a tonelada, enquanto o produto no Brasil é comercializado entre US$ 375 e US$ 410 a tonelada.
  • Além disso, a New Wave mira projetos nos Estados Unidos e na Austrália, e atua em assuntos correlatos como terras raras (New Wave Rare Earths) e lítio (Wave Lithium), com planta piloto em Duque de Caxias (RJ).

A New Wave, empresa de tecnologia sustentável em mineração, anunciou um investimento bilionário para transformar lama vermelha, rejeito da bauxita, em ferro metálico de baixo carbono. O projeto ocorre na Alunorte, refinaria de alumina do grupo Hydro, em Barcarena (PA).

A iniciativa envolve a Wave Aluminium, joint venture da New Wave para tratar o rejeito com tecnologia de micro-ondas. O objetivo é extrair ferro-gusa com alto teor ferrífero e produzir co-produtos para a indústria de construção. Hoje, a lama vermelha chega a 180 milhões de toneladas por ano.

O investimento inicial para a unidade de demonstração é de 250 milhões de reais, com capacidade de 50 mil toneladas por ano. A operação está prevista para iniciar em novembro, já com a tecnologia testada no local.

A proposta visa, futuramente, ampliar para um complexo industrial que processe 2,2 milhões de toneladas por ano por módulo. O primeiro módulo industrial deverá ficar pronto entre 2030 e 2032, com licenças ambientais e obras adicionais previstas.

Emina, acionista e CEO da New Wave, diz que o ferro-gusa terá custo de produção estimado entre US$ 220 e US$ 250 por tonelada. No Brasil, o produto é comercializado entre US$ 375 e US$ 410 a tonelada.

O plano envolve também apoio de investidores internacionais e do BNDES, além de potenciais acordos com projetos nos EUA e na Austrália. A empresa analisa ainda a recuperação de terras raras a partir de rejeitos, com plantas piloto em Duque de Caxias (RJ).

A New Wave aponta que a lama seca facilita o processamento, reduzindo a necessidade de novos depósitos. O projeto é visto como avanço na descarbonização da siderurgia, ao reduzir emissões associadas ao aço.

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