- IPCA-15 subiu 0,41% em junho, a maior taxa para o mês desde 2022.
- Energia elétrica foi a principal influência, com alta de 2,04% e impacto de 0,08 ponto percentual.
- O IPCA-15 acumulado em doze meses ficou em 4,8%.
- O resultado ficou abaixo da mediana das projeções (0,44%) mas acima da meta de inflação para 2026 (3%, com tolerância de 1,5 ponto).
- Seis das nove classes de despesa tiveram desaceleração entre maio e junho; destacaram-se altas em artigos de residência, vestuário e transportes, enquanto alimentação, habitação, saúde e cuidados pessoais, despesas pessoais, educação e comunicação recuaram.
O IPCA-15, prévia da inflação oficial, subiu 0,41% em junho, após alta de 0,62% em maio, segundo o IBGE. Em junho de 2025, o índice foi de 0,26%. Este é o maior aumento para o mês desde 2022, quando ficou em 0,69%.
O resultado de junho manteve o IPCA-15 em alta de 4,8% nos 12 meses. Até maio, esse indicador acumulava 4,64%. Em 2026, o IPCA-15 acumula 3,45% até junho. A leitura ficou abaixo da mediana de 0,44% projetada pelo mercado para junho.
A variação mensal de junho ficou acima da previsão de parte das pesquisas consultadas pelo Valor Data, que iam de 0,33% a 0,57%. A taxa de junho também está acima da meta de inflação do BC para 2026, de 3%, com tolerância de 1,5 ponto percentual.
Contribuição de energia elétrica
A energia elétrica foi a principal influência do mês, com alta de 2,04% e impacto de 0,08 ponto percentual no IPCA-15 de junho.
Entre as classes, seis tiveram desaceleração entre maio e junho. Alimentação e bebidas caiu de 1,38% para 0,74%; habitação, de 1,03% para 0,72%; saúde e cuidados pessoais, de 1,05% para 0,47%.
Despesas pessoais passaram de 0,50% para 0,34%; educação caiu de 0,01% para -0,02%; comunicação ficou em 0,34% frente a 0,36% anterior.
Por outro lado, artigos de residência subiu de 0,21% para 0,36%; vestuário avançou de 0,36% para 0,45%; transportes reduziu o ritmo de queda de -0,33% para -0,03%.
Panorama metodológico
O IPCA-15 utiliza uma cesta típica de consumo de famílias com renda entre um e 40 salários mínimos, cobrindo nove regiões metropolitanas, além de Brasília e Goiânia. A diferença para o IPCA está na coleta e na abrangência geográfica.
Entre na conversa da comunidade