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Lula assina contratos para retomar obra em fábrica de fertilizantes

Retomada da unidade de fertilizantes recebe mais de R$ 5 bilhões, com operação prevista para 2029 e produção anual de 1,3 milhão de toneladas, reduzindo importações

Presidente Luiz Inácio Lula da Silva durante visita às instalações da Unidade de Fertilizantes Nitrogenados de Três Lagoas, da Petrobras, na BR-158, Km 301, em Três Lagoas - MS.
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  • Lula assinou os contratos para a conclusão da planta da Unidade de Fertilizantes Nitrogenados III, em Três Lagoas (MS), integrada ao Novo Programa de Aceleração do Crescimento, com investimentos de mais de R$ 5 bilhões.
  • A unidade estava paralisada desde 2015; a retomada foi confirmada após nova avaliação técnica e econômica que atestou a viabilidade do projeto.
  • A operação comercial está prevista para 2029, com capacidade de produzir 3,6 mil toneladas diárias de ureia granulada e 2,2 mil toneladas diárias de amônia, totalizando cerca de 1,3 milhão de toneladas por ano (aproximadamente 16% da demanda nacional).
  • A localização é estratégica, já que o Centro-Oeste representa cerca de 40% da demanda brasileira de ureia, com ganhos de confiabilidade de abastecimento e redução de custos logísticos para estados como Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Goiás, Paraná e São Paulo.
  • Atualmente, o Novo Pac reúne quatro unidades (Fafen-BA, Fafen-SE, ANSA e UFN-III); com a entrada em operação, a Petrobras projeta atender about 35% do mercado nacional de ureia até 2029, reduzindo a parcela de importação.

A presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou nesta quinta-feira os contratos para a conclusão da planta da Unidade de Fertilizantes Nitrogenados III, em Três Lagoas, Mato Grosso do Sul. O projeto, vinculado ao Novo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), receberá investimentos superiores a 5 bilhões de reais.

A obra estava paralisada desde 2015 e teve a retomada confirmada pela Petrobras após nova avaliação técnica e econômica que atestou a viabilidade do empreendimento. Lula afirmou que a iniciativa deveria ter começado antes.

O Palácio do Planalto aponta que o empreendimento é estratégico para ampliar a produção de fertilizantes no país, fortalecer a segurança alimentar e reduzir a dependência de itens importados. A unidade está prevista para entrar em operação comercial em 2029.

Capacidade e cronograma

Quando em operação, a fábrica deverá produzir 3,6 mil toneladas diárias de ureia granulada e 2,2 mil toneladas diárias de amônia, totalizando cerca de 1,3 milhão de toneladas/ano. Esse volume corresponderia a aproximadamente 16% da demanda nacional por ureia.

A localização é considerada estratégica pelo Centro-Oeste, que responde por cerca de 40% da demanda brasileira de ureia, impulsionada por culturas como milho, cana-de-açúcar, algodão e pastagens. A proximidade com polos produtores deve ampliar a confiabilidade do abastecimento e reduzir custos logísticos.

Contexto e impactos

Atualmente, a carteira de fertilizantes da Petrobras no Novo PAC reúne quatro unidades: Fafen-BA, Fafen-SE, ANSA e UFN-III. A estatal projeta que, com a entrada dessas plantas, atenderá cerca de 35% do mercado nacional de ureia até 2029, segundo divulgação oficial. Antes da retomada, toda a ureia consumida no país era importada.

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