- Mercado estima cerca de 30% de chance de alta dos juros na reunião de 28 a 29 de julho, ante quase 40% antes.
- Ainda há cerca de 80% de probabilidade de aumento na reunião de 15 e 16 de setembro, mantendo a taxa entre 3,50% e 3,75%.
- O índice de preços PCE subiu 4,1% nos 12 meses até maio, maior alta desde abril de 2023.
- O núcleo do PCE (exclui alimentos e energia) avançou 3,4% no mesmo período, frente a 3,3% em abril.
- O presidente do Fed, Kevin Warsh, afirmou que a meta de 2% será cumprida; analistas ressaltam que a inflação ainda não caiu com clareza, e a queda dos combustíveis pode manter o banco central mais paciente.
O Federal Reserve não deve elevar a taxa de juros na reunião de julho, ainda que um relatório de inflação tenha mostrado alta do índice PCE, o indicador de preços utilizado pelo banco central. Mercados precificam apenas cerca de 30% de chance de alta para a reunião de 28 a 29 de julho.
Segundo contratos futuros do CME Group, a probabilidade de aumento no encontro de julho caiu em relação ao pregão anterior, e permanece em torno de 80% de chance de alta para a reunião de setembro, marcada para 15 e 16 de setembro.
O índice PCE, que mede a inflação, subiu 4,1% nos 12 meses encerrados em maio, segundo o Departamento de Comércio dos EUA. A meta do Fed é de 2% (12 meses), não atingida há mais de cinco anos.
Excluindo alimentos e energia, o núcleo do PCE avançou 3,4% em maio, ante 3,3% em abril. Analistas destacam que o núcleo não acelerou frente ao mês anterior, sugerindo estabilidade de pressões subjacentes.
Para o Fed, a queda recente dos preços de combustíveis reduz riscos de alta imediata, mantendo a instituição em uma postura paciente. A declaração de lideranças sobre controle da inflação é vista como fator que pode manter o juros estáveis no curto prazo.
O Brent e outros benchmarks de petróleo recuaram moderadamente após negociações sobre um possível acordo de paz. O movimento de preços global ajuda a entender o ambiente de política monetária, que busca equilíbrio entre inflação e atividade econômica.
Fonte: agências internacionais com base em dados do Fed e do Departamento de Comércio dos EUA.
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