- A Polícia Federal deflagrou a segunda fase da Operação Disclosure para aprofundar investigações sobre fraudes contábeis envolvendo as Americanas, em conjunto com o Ministério Público Federal.
- Justiça autorizou bloqueio de bens e valores dos investigados até o limite de R$ 54 bilhões, correspondente ao montante estimado das irregularidades.
- Ao todo, estão sendo cumpridos nove mandados de busca e apreensão nos estados do Rio de Janeiro e de São Paulo, com buscas pessoais autorizadas pela 10ª Vara Federal Criminal do Rio de Janeiro.
- A PF apura irregularidades contábeis praticadas ao longo de vários anos, com foco em operações de risco sacado e em contratos de verba de propaganda cooperada, supostamente registrados sem respaldo econômico.
- Há indícios de crimes de manipulação de mercado e associação criminosa, e a nova fase busca reunir provas para responsabilizar os envolvidos nas supostas fraudes contábeis.
A Polícia Federal deflagrou a segunda fase da Operação Disclosure nesta quinta-feira, 25. A ação visa aprofundar as investigações sobre supostas fraudes contábeis envolvendo as Americanas. A operação é realizada em conjunto com o Ministério Público Federal.
Segundo a imprensa, a Justiça autorizou o bloqueio de bens e valores dos investigados até o limite de 54 bilhões de reais, valor estimado das irregularidades apuradas. A medida visa assegurar eventual reparação de danos.
Ao todo, estão sendo cumpridos nove mandados de busca e apreensão nos estados do Rio de Janeiro e de São Paulo. A 10ª Vara Federal Criminal do Rio de Janeiro autorizou ainda buscas pessoais contra alguns investigados.
Medidas e linhas das investigações
A PF aponta irregularidades contábeis associadas a operações de risco sacado e a contratos de verba de propaganda cooperada, registrados sem respaldo econômico. As apurações visam esclarecer a participação de envolvidos na elaboração das Demonstrações Contábeis.
Entre os crimes investigados, a PF cita possível manipulação de mercado e associação criminosa. A nova fase busca reunir mais provas para aprofundar a responsabilização dos envolvidos.
As apurações tiveram início após a divulgação de inconsistências bilionárias nos balanços da empresa, apontando para falhas contábeis e possíveis danos a credores e acionistas. O MPF ainda não divulgou novas informações formais.
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