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PF faz nova operação sobre fraude nas Americanas e crise contábil

PF deflagra segunda fase da Operação Disclosure; nove mandados e bloqueio de até R$ 54 bilhões, mirando acionistas e bancos privados

Fachada das Lojas Americanas em Franca, no interior de SP. — Foto: IGOR DO VALE/ESTADÃO CONTEÚDO
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  • A PF deflagrou a segunda fase da Operação Disclosure, apurando irregularidades contábeis bilionárias envolvendo as Americanas.
  • São cumpridos nove mandados de busca e apreensão no Rio de Janeiro e em São Paulo.
  • A 10ª Vara Federal Criminal do Rio de Janeiro autorizou o bloqueio de bens e ativos até R$ 54 bilhões.
  • A investigação mira possíveis participação de acionistas da varejista e de representantes de grandes bancos privados.
  • O foco é identificar fraudes ligadas a risco sacado e verba de propaganda cooperada que teriam inflado caixa e lucros.

A Polícia Federal (PF), em conjunto com o Ministério Público Federal (MPF), deflagrou nesta quinta-feira a segunda etapa da Operação Disclosure, que investiga irregularidades contábeis bilionárias nas Americanas. Há nove mandados de busca e apreensão em estados do Rio de Janeiro e de São Paulo.

Nesta fase, as apurações analisam a participação de acionistas da varejista e de representantes de grandes bancos privados do país no suposto esquema. A ação tem como foco identificar responsabilidades no desvirtuamento de resultados.

A Justiça Federal, via a 10ª Vara Federal Criminal do Rio, autorizou o bloqueio de bens e ativos dos investigados até o montante de 54 bilhões de reais. O valor corresponde ao prejuízo estimado pelas perícias técnicas.

A investigação anterior, iniciada com a revelação de inconsistências contábeis em 2023, levou a recuperação judicial da Americanas, uma das maiores do Brasil. Em 2023 o mercado reagiu com forte queda de ações.

A operação de 2023 já apontava para operações de risco sacado, que antecipam pagamentos a fornecedores, além de irregularidades em verbas de propaganda cooperada. As falhas eram registradas de forma inadequada nos balanços.

A nova etapa expõe o possível envolvimento de autoridades da empresa e de instituições financeiras no mesmo padrão contábil. Os investigadores afirmam que, se comprovadas, as irregularidades abririam espaço para manipulação de mercado e lavagem de dinheiro.

Ao longo do processo, a PF e o MPF destacam que executivos teriam recebido bônus atrelados ao desempenho financeiro e lucrado com a valorização de papéis. As apurações seguem em andamento.

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