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PF investiga bancos privados em esquema bilionário ligado às Americanas

Nova fase da operação Disclosure amplia apuração a bancos privados e acionistas de referência, com sequestro de até R$ 54 bilhões para ressarcimento

Homem passa por fachada da loja Americanas em Brasília - Metrópoles
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  • A Polícia Federal e o Ministério Público Federal deflagraram a segunda fase da Operação Disclosure, ampliando as apurações sobre a fraude nas Americanas, incluindo acionistas de referência, representantes e funcionários de bancos privados, além de outros ex‑integrantes da empresa.
  • Ao todo, foram cumpridos nove mandados de busca e apreensão no Rio de Janeiro e em São Paulo; a Justiça Federal determinou o sequestro de bens e valores de até R$ 54 bilhões.
  • Os investigadores apontam manipulações contábeis ao longo de vários anos para inflar indicadores e ocultar o endividamento real da companhia.
  • Dois eixos centrais: operações de risco sacado, em que bancos adiantam pagamentos a fornecedores, e as verbas de propaganda cooperada (VPC), que teriam respaldo econômico questionável.
  • Os suspeitos são investigados por manipulação de mercado e associação criminosa; outros crimes podem ser identificados conforme as investigações avançam.

A PF e o Ministério Público Federal deflagraram a segunda fase da Operação Disclosure, que amplia o foco das apurações sobre a suposta fraude bilionária nas Americanas. Além de ex-diretores da varejista, investigadores passam a acompanhar a atuação de acionistas de referência, representantes e funcionários de bancos privados, bem como outros ex-integrantes da empresa. Os nomes não foram tornados públicos pela PF.

Ao todo, foram cumpridos nove mandados de busca e apreensão no Rio de Janeiro e em São Paulo. A Justiça Federal determinou o sequestro de bens e valores de até 54 bilhões de reais, valor estimado a partir de laudos periciais que indicam irregularidades contábeis.

Nova fase mira bancos privados

A nova etapa resulta do aprofundamento das apurações iniciadas na primeira fase, em junho de 2024. O objetivo é reunir novas provas, identificar a responsabilidade dos investigados e assegurar eventual ressarcimento de prejuízos causados.

As investigações indicam manipulações contábeis ao longo de vários anos para ocultar a real situação econômico-financeira da Americanas, inflando indicadores e mascarando o nível de endividamento.

Dois eixos guiam as apurações: operações de risco sacado, em que bancos antecipam pagamentos a fornecedores, para verificar registro contábil que possa reduzir artificialmente a dívida. E as verbas de propaganda cooperada, cuja rubrica pode ter sido alimentada por incentivos comerciais sem respaldo econômico.

A Polícia Federal também analisa se a valorização artificial dos resultados beneficiou administradores, com remuneração variável atrelada ao desempenho, além de investidores que negociaram ações durante o período. Os avanços podem trazer novas imputações.

Indícios coletados até o momento apontam para crimes de manipulação de mercado e associação criminosa, entre outros que possam vir a surgir conforme as diligências avançarem. A PF destaca que o quadro pode evoluir com novas informações.

Até a última atualização, os investigados não se manifestaram. O espaço para posicionamentos permanece aberto.

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