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PF mira executivos de Itaú e Santander na nova fase da Operação Disclosure

PF mira ex-executivos de Itaú, Santander e Bradesco na segunda fase da Operação Disclosure, com nove mandados e sequestro de até R$ 54 bilhões

Foto: Americanas / Divulgação
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  • A Polícia Federal deflagrou a segunda fase da Operação Disclosure, mirando ex-executivos, o grupo controlador e executivos de Itaú, Santander e Bradesco, com nove mandados de busca e apreensão em Rio de Janeiro e São Paulo, com apoio do Ministério Público Federal e da Comissão de Valores Mobiliários (CVM).
  • O rombo contábil, revelado em 2023, é estimado em R$ 24 bilhões; a 10ª Vara Federal Criminal do Rio autorizou o sequestro de bens e valores dos investigados, limitado a R$ 54 bilhões.
  • Entre os alvos estão Carlos Alberto Sicupira, Paulo Lemann, Sérgio Rial, Eduardo Saggioro e executivos dos bancos citados, incluindo representantes do Santander, Bradesco e Itaú.
  • As apurações apontam manipulações contábeis ao longo de vários anos, como operações de risco sacado para reduzir artificialmente a dívida e uso de verba de propaganda cooperada sem respaldo econômico.
  • A Americanas afirmou que continua colaborando com as autoridades e é a maior interessada no esclarecimento dos fatos; o caso acompanha o Ministério Público Federal e a CVM desde o início.

A Polícia Federal deflagrou na manhã desta quinta-feira, 25, a segunda fase da Operação Disclosure, que investiga fraudes contábeis nas Lojas Americanas. A ação mira ex-executivos da varejista, membros do grupo controlador e gestores de grandes bancos privados.

Ao todo, nove mandados de busca e apreensão foram oficiais, incluindo buscas pessoais. Os alvos estão em endereços no Rio de Janeiro e em São Paulo, com apoio do Ministério Público Federal e da Comissão de Valores Mobiliários (CVM).

Entre os investigados aparecem Carlos Alberto Sicupira, acionista e controlador da Americanas; Paulo Lemann, filho do empresário Jorge Paulo Lemann; Sérgio Rial, ex-presidente do Santander e ex-CEO da Americanas; Eduardo Saggioro, ex-integrante do conselho.

Também estão citados Alexandre Abdo e André Almeida, executivos do Santander; Carlos Henrique Villela Pedras, executivo do Bradesco; Gustavo Balassiano e José Rudge, do Itaú. A 10ª Vara Federal Criminal do Rio autorizou o sequestro de bens até o limite de 54 bilhões de reais.

As apurações apontam manipulações contábeis praticadas ao longo de anos na Americanas, com operações de risco sacado para reduzir artificialmente a dívida da empresa.

Outro esquema envolvia verbas de propaganda cooperada sem respaldo econômico, o que gerou valorização irregular dos resultados e benefício a administradores e investidores da varejista.

Em nota, a Americanas disse que continua colaborando com as autoridades e que é a maior interessada no esclarecimento dos fatos, reiterando o compromisso com a transparência.

A fraude, revelada em 2023, expôs um rombo bilionário que impactou o mercado financeiro brasileiro. O Ministério Público Federal e a CVM acompanham o caso desde então.

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