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PIB dos EUA no 1º trimestre é revisado para 2,1% e supera expectativas

PIB dos EUA é revisado para alta de 2,1% no 1º trimestre, acima do esperado, com inflação persistente e foco no Federal Reserve

A divulgação ocorre um dia depois de o secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Scott Bessent, afirmar que a economia americana pode voltar a crescer 3% até o fim deste ano. (Gary Hershorn/Getty Images)
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  • O PIB dos Estados Unidos cresceu a taxa anualizada de 2,1% no 1º trimestre de 2026, ante 1,6% na estimativa anterior, com crescimento trimestral de 0,5%.
  • A revisão foi impulsionada pela queda das importações e pela revisão para baixo dos gastos dos consumidores.
  • O avanço foi puxado por investimentos, exportações, gastos do governo e consumo das famílias, com as maiores contribuições vindas de indústria de informação, governo federal, serviços profissionais e bens duráveis.
  • Varejo, atacado e setores financeiro e de seguros limitaram parte da expansão. As vendas finais reais para compradores privados cresceram 1,7% no trimestre, mas foram revisadas para baixo.
  • No aspecto de preços, o índice de preços das compras domésticas ficou em 3,6% no trimestre; o PCE, métrica de inflação do Fed, passou de 4,5% para 4,6% (núcleo em 4,4%). Em seguida, houve menção a expectativa de crescimento de 3% até o fim do ano por Scott Bessent, segundo a CNBC.

O PIB dos Estados Unidos cresceu a uma taxa anualizada de 2,1% no primeiro trimestre de 2026, conforme a terceira e última estimativa do Departamento de Comércio. O resultado supera a leitura anterior de 1,6% e fica acima do crescimento de 0,5% do quarto trimestre de 2025.

Na comparação trimestral, a economia avançou 0,5% entre janeiro e março. O BEA aponta que a revisão decorreu principalmente da redução das importações, compensada pela revisão para baixo dos gastos dos consumidores.

O crescimento foi impulsionado por investimentos, exportações, gastos do governo e consumo das famílias. Entre os setores, destaque para indústria de informação, governo federal, serviços profissionais e técnicos e bens duráveis. Comércio varejista, atacado e setores financeiro e de seguros frearam parte da expansão.

O indicador de demanda doméstica, as vendas finais reais para compradores privados, subiu 1,7% no trimestre, mas foi revisado para baixo em relação à estimativa anterior. Esse ajuste indica ritmo menor da demanda interna do que o inicialmente calculado.

Pelo lado dos preços, o índice de preços das compras domésticas ficou em 3,6% no trimestre. O PCE, principal métrica de inflação acompanhada pelo Fed, foi revisado de 4,5% para 4,6%. O núcleo do PCE, que exclui alimentos e energia, permaneceu em 4,4%.

A divulgação ocorreu um dia após o secretário do Tesouro, Scott Bessent, declarar que a economia pode crescer 3% até o fim deste ano. Em entrevista à CNBC, ele afirmou que a atividade permanece sólida e repetiu a tese de crescimento de 3%, com redução do déficit público para 3% do PIB e aumento da produção doméstica de petróleo.

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