- A Delegacia de Defraudações da Polícia Civil do Rio de Janeiro investiga a reativação clandestina do Banco de Crédito Móvel, extinto há mais de sessenta anos, para tentar obter créditos superiores a um bilhão de reais.
- A operação Lázaro, deflagrada nesta quinta-feira, cumpre mandados de busca e apreensão em condomínios e residências de luxo em bairros como Recreio dos Bandeirantes, Barra da Tijuca, Glória, Tijuca, Copacabana, Gávea e Botafogo.
- O grupo é suspeito de reivindicar direito a um crédito relacionado à desapropriação de um imóvel no Recreio dos Bandeirantes, usando a suposta reativação irregular do BCM como embasamento.
- Envolvidos teriam ligação com o vice‑presidente e o secretário‑geral da Junta Comercial do Estado do Rio de Janeiro, além de prática de crimes como fraude imobiliária, invasão de terrenos e empreendimentos irregulares.
- Entre os itens apreendidos estão celulares e documentos que devem esclarecer o papel de cada alvo e o funcionamento do suposto esquema.
- O caso também envolve a controvérsia de herdeiros sobre a extinção do banco: fundado em mil oitocentos e noventa e encerrado em mil novecentos e sessenta e quatro, há alegações de nulidade da escritura de extinção e de continuidade da pessoa jurídica, segundo um site dedicado ao BCM.
A Polícia Civil do Rio de Janeiro deflagrou nesta quinta-feira a Operação Lázaro para apurar a reativação clandestina do Banco de Crédito Móvel (BCM), extinto há mais de 60 anos, com o objetivo de obter créditos superiores a R$ 1 bilhão. A DDEF cumpriu mandados de busca e apreensão em condomínios e casas de luxo em bairros como Recreio dos Bandeirantes, Barra da Tijuca, Glória, Tijuca, Copacabana, Gávea e Botafogo.
Segundo a investigação, o grupo tentou reivindicar direito a um crédito ligado à desapropriação de um imóvel no Recreio. A suspeita é de que a reativação irregular ocorrida em 2024 tenha servido de base para o golpe.
Entre os alvos, estariam o vice-presidente e o secretário-geral da Junta Comercial do Estado do Rio de Janeiro (Jucerja). O esquema também incluiria crimes de fraude imobiliária, invasão de terrenos e empreendimentos irregulares.
A expectativa é de que celulares e documentos apreendidos ajudem a esclarecer o papel de cada investigado e a forma de atuação do grupo. A apuração segue em curso, com novas diligências previstas.
Herdeiros contestam extinção
O BCM foi criado em 1890 e encerrou atividades em 1964. Um site que leva o nome da instituição questiona a extinção, alegando continuidade da pessoa jurídica e apontando irregularidades na nomeação de liquidante.
Segundo o documento disponível no site, há argumentação de que a instituição continuaria operando de fato, mesmo com a declaração de extinção no mesmo ato. O texto aponta falhas no processo de comunicação da suposta extinção.
No rodapé, o site descreve a intenção de regularizar o banco junto ao Banco Central para retornar como Banco Múltiplo, com o objetivo de reparar o passado e reorganizar o território financeiro da região.
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