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Polícia Civil investiga reativação de banco extinto há mais de 60 anos

Polícia Civil investiga reativação clandestina do Banco de Crédito Móvel, extinto há mais de sessenta anos, visando crédito de mais de R$ 1 bilhão; buscas em imóveis de luxo

Herdeiros alegam que extinção nunca ocorreu. Investigação atinge também servidores públicos. (Foto: Divulgação/PCRJ)
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  • A Delegacia de Defraudações da Polícia Civil do Rio de Janeiro investiga a reativação clandestina do Banco de Crédito Móvel, extinto há mais de sessenta anos, para tentar obter créditos superiores a um bilhão de reais.
  • A operação Lázaro, deflagrada nesta quinta-feira, cumpre mandados de busca e apreensão em condomínios e residências de luxo em bairros como Recreio dos Bandeirantes, Barra da Tijuca, Glória, Tijuca, Copacabana, Gávea e Botafogo.
  • O grupo é suspeito de reivindicar direito a um crédito relacionado à desapropriação de um imóvel no Recreio dos Bandeirantes, usando a suposta reativação irregular do BCM como embasamento.
  • Envolvidos teriam ligação com o vice‑presidente e o secretário‑geral da Junta Comercial do Estado do Rio de Janeiro, além de prática de crimes como fraude imobiliária, invasão de terrenos e empreendimentos irregulares.
  • Entre os itens apreendidos estão celulares e documentos que devem esclarecer o papel de cada alvo e o funcionamento do suposto esquema.
  • O caso também envolve a controvérsia de herdeiros sobre a extinção do banco: fundado em mil oitocentos e noventa e encerrado em mil novecentos e sessenta e quatro, há alegações de nulidade da escritura de extinção e de continuidade da pessoa jurídica, segundo um site dedicado ao BCM.

A Polícia Civil do Rio de Janeiro deflagrou nesta quinta-feira a Operação Lázaro para apurar a reativação clandestina do Banco de Crédito Móvel (BCM), extinto há mais de 60 anos, com o objetivo de obter créditos superiores a R$ 1 bilhão. A DDEF cumpriu mandados de busca e apreensão em condomínios e casas de luxo em bairros como Recreio dos Bandeirantes, Barra da Tijuca, Glória, Tijuca, Copacabana, Gávea e Botafogo.

Segundo a investigação, o grupo tentou reivindicar direito a um crédito ligado à desapropriação de um imóvel no Recreio. A suspeita é de que a reativação irregular ocorrida em 2024 tenha servido de base para o golpe.

Entre os alvos, estariam o vice-presidente e o secretário-geral da Junta Comercial do Estado do Rio de Janeiro (Jucerja). O esquema também incluiria crimes de fraude imobiliária, invasão de terrenos e empreendimentos irregulares.

A expectativa é de que celulares e documentos apreendidos ajudem a esclarecer o papel de cada investigado e a forma de atuação do grupo. A apuração segue em curso, com novas diligências previstas.

Herdeiros contestam extinção

O BCM foi criado em 1890 e encerrou atividades em 1964. Um site que leva o nome da instituição questiona a extinção, alegando continuidade da pessoa jurídica e apontando irregularidades na nomeação de liquidante.

Segundo o documento disponível no site, há argumentação de que a instituição continuaria operando de fato, mesmo com a declaração de extinção no mesmo ato. O texto aponta falhas no processo de comunicação da suposta extinção.

No rodapé, o site descreve a intenção de regularizar o banco junto ao Banco Central para retornar como Banco Múltiplo, com o objetivo de reparar o passado e reorganizar o território financeiro da região.

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