- A Polícia Civil do Rio de Janeiro realizou, nesta quinta-feira, 25, a Operação Lázaro, com 12 mandados de busca e apreensão em condomínios e residências de alto padrão.
- Agentes da Delegacia de Defraudações (DDEF) atuam para esclarecer um esquema que tentaria reativar irregularmente o banco extinto há mais de sessenta anos.
- O alvo seria o Banco de Crédito Móvel S.A. (BCM), cuja reativação serviria para tentar apropriar-se de um crédito de mais de R$ 1 bilhão.
- A investigação aponta que falsos acionistas teriam restabelecido o registro da instituição após decisões judiciais e manifestações técnicas contrárias à reativação.
- Os locais de operação abrangem Recreio dos Bandeirantes, Barra da Tijuca, Glória, Tijuca, Copacabana, Gávea e Botafogo, e a apuração também envolve possível participação de agentes públicos e ex-integrantes de órgãos públicos.
A Polícia Civil do Rio de Janeiro deflagrou nesta quinta-feira, 25, a Operação Lázaro para investigar um esquema fraudulento que teria reativado irregularmente o Banco de Crédito Móvel S.A. (BCM), extinto há mais de 60 anos. A ação envolve 12 mandados de busca e apreensão em condomínios e residências de alto padrão nos bairros Recreio dos Bandeirantes, Barra da Tijuca, Glória, Tijuca, Copacabana, Gávea e Botafogo.
A investigação aponta que um grupo de falsos acionistas teria restabelecido o registro do BCM, encerrado em 1964 por liquidação. A reativação ocorreria após decisões judiciais e manifestações técnicas contrárias à continuidade da instituição financeira. A Polícia Civil afirma que a operação visa reunir documentos, aparelhos eletrônicos e outros elementos para esclarecer a atuação de cada alvo.
Desdobramentos da apuração
O Ministério Público e a polícia apuram se a reativação foi utilizada para dar aparência legítima a uma tentativa de apropriação de um crédito bilionário. O crédito estaria relacionado à desapropriação de uma área de aproximadamente 153 mil metros quadrados no Recreio dos Bandeirantes. Os investigadores também analisam possíveis ligações com a distribuição de ativos remanescentes entre acionistas na época.
A apuração aponta ainda possível envolvimento de agentes públicos e ex-integrantes de um órgão público no esquema. Além dos suspeitos pelo banco, os investigados respondem por fraudes imobiliárias, invasões de terrenos e empreendimentos irregulares na Barra da Tijuca e na Zona Sudoeste.
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