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Polícia Civil realiza operação em condomínios de alto padrão no Rio de Janeiro

Polícia Civil deflagra operação Lázaro em condomínios de alto padrão do Rio, com 12 mandados, para apurar reativação fraudulenta do BCM e crédito de R$ 1 bilhão

Copacabana, na Zona Sul do Rio de Janeiro. 03/01/2026
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  • A Polícia Civil do Rio de Janeiro realizou, nesta quinta-feira, 25, a Operação Lázaro, com 12 mandados de busca e apreensão em condomínios e residências de alto padrão.
  • Agentes da Delegacia de Defraudações (DDEF) atuam para esclarecer um esquema que tentaria reativar irregularmente o banco extinto há mais de sessenta anos.
  • O alvo seria o Banco de Crédito Móvel S.A. (BCM), cuja reativação serviria para tentar apropriar-se de um crédito de mais de R$ 1 bilhão.
  • A investigação aponta que falsos acionistas teriam restabelecido o registro da instituição após decisões judiciais e manifestações técnicas contrárias à reativação.
  • Os locais de operação abrangem Recreio dos Bandeirantes, Barra da Tijuca, Glória, Tijuca, Copacabana, Gávea e Botafogo, e a apuração também envolve possível participação de agentes públicos e ex-integrantes de órgãos públicos.

A Polícia Civil do Rio de Janeiro deflagrou nesta quinta-feira, 25, a Operação Lázaro para investigar um esquema fraudulento que teria reativado irregularmente o Banco de Crédito Móvel S.A. (BCM), extinto há mais de 60 anos. A ação envolve 12 mandados de busca e apreensão em condomínios e residências de alto padrão nos bairros Recreio dos Bandeirantes, Barra da Tijuca, Glória, Tijuca, Copacabana, Gávea e Botafogo.

A investigação aponta que um grupo de falsos acionistas teria restabelecido o registro do BCM, encerrado em 1964 por liquidação. A reativação ocorreria após decisões judiciais e manifestações técnicas contrárias à continuidade da instituição financeira. A Polícia Civil afirma que a operação visa reunir documentos, aparelhos eletrônicos e outros elementos para esclarecer a atuação de cada alvo.

Desdobramentos da apuração

O Ministério Público e a polícia apuram se a reativação foi utilizada para dar aparência legítima a uma tentativa de apropriação de um crédito bilionário. O crédito estaria relacionado à desapropriação de uma área de aproximadamente 153 mil metros quadrados no Recreio dos Bandeirantes. Os investigadores também analisam possíveis ligações com a distribuição de ativos remanescentes entre acionistas na época.

A apuração aponta ainda possível envolvimento de agentes públicos e ex-integrantes de um órgão público no esquema. Além dos suspeitos pelo banco, os investigados respondem por fraudes imobiliárias, invasões de terrenos e empreendimentos irregulares na Barra da Tijuca e na Zona Sudoeste.

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