- Distrito Federal tem a maior média salarial do país, R$ 6.845,13, frente à média nacional de R$ 3.932,45; Rio de Janeiro fica em segundo, com R$ 4.501,35, e São Paulo em terceiro, com R$ 4.423,04.
- Dos setores que mais empregam, pelo menos seis pagam salários abaixo da média nacional.
- Destaques por setor: comércio e reparação de veículos automotores e motocicletas, R$ 2.797,83; atividades administrativas e serviços complementares, R$ 2.392,97; alojamento e alimentação, R$ 2.080,17; organismos internacionais e outras instituições extraterritoriais, R$ 9.678,61; eletricidade e gás, R$ 8.539,07; atividades financeiras, de seguros e serviços relacionados, R$ 8.430,55.
- Em 2024, o Brasil tinha cerca de 10,6 milhões de empresas formais ativas, empregando 68 milhões de pessoas, sendo 54 milhões assalariadas.
- Quem tem diploma tem salário maior: em média R$ 7.776,59 para superior, versus R$ 2.742,41 para ensino médio; homens ganham, em média, 16,6% a mais que as mulheres (R$ 4.206 vs R$ 3.608,04).
O Distrito Federal lidera a lista de salários médios no Brasil, segundo o levantamento de estatísticas do Cadastro Central de Empresas (CEMPRE) divulgado pelo IBGE. O estudo analisa dados de 2024 sobre remuneração de trabalhadores assalariados.
O DF apresenta média de R$ 6.845,13, cerca de R$ 2,9 mil acima da média nacional (R$ 3.932,45) e R$ 2,3 mil acima do Rio de Janeiro, segundo colocado. São Paulo fica em terceiro, com R$ 4.423,04, explicado por diferentes estruturas econômicas.
O relatório também destaca variações significativas por setor, escolaridade e gênero, além de apontar o quadro geral do emprego formal no país.
Salários médios por estado
A lista mostra a distribuição regional dos salários. Observa-se que o Distrito Federal tem o maior valor médio, seguido por estados como Rio de Janeiro e São Paulo. Os valores variam conforme a composição econômica local e o perfil de emprego formal.
Seis dos dez setores com maior atuação econômica pagam abaixo da média nacional de R$ 3.932,45. Entre eles, o comércio de veículos automotores e motocicletas emprega quase 10 milhões, mas paga média de R$ 2.797,83.
Desempenho por setor, ensino e gênero
O setor de atividades administrativas e serviços complementares emprega mais de 5,7 milhões e paga em média R$ 2.392,97. Alojamento e alimentação ficam com média menor, R$ 2.080,17, entre os grandes empregadores.
Setores com menos de 3% dos trabalhadores concentram os salários mais altos. Organismos internacionais pagam média de R$ 9.678,61, enquanto eletricidade e gás chegam a R$ 8.539,07.
O estudo indica que trabalhadores com ensino superior, embora representem 23,6% dos assalariados, recebem em média cerca de R$ 5 mil a mais que quem tem apenas ensino médio. O salário médio de quem tem graduação é de R$ 7.776,59.
Entre homens e mulheres, a diferença salarial média em 2024 foi de 16,6% a favor dos homens (R$ 4.206 contra R$ 3.608,04). Os homens também representam a maior parcela de ocupação assalariada, com 29,3 milhões.
Número de empresas e participação no emprego
O IBGE aponta que, em 2024, havia aproximadamente 10,6 milhões de empresas ativas no Brasil, um aumento de 5,8% frente ao ano anterior. Dessas, 93% são de pequeno porte, com até nove funcionários.
Juntas, as empresas formais empregaram cerca de 68 milhões de pessoas, sendo 54 milhões assalariadas. Os dados reforçam o peso do emprego formal e a diversidade de remunerações por região.
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