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Seis dos 10 setores que mais contratam pagam abaixo da média nacional

Seis dos dez setores que mais empregam pagam salários médios abaixo da média nacional, enquanto ensino superior eleva ganhos em cerca de R$ 5 mil

PIB - Movimentação intensa de consumidores na região de comércio popular da Rua 25 de Março, no centro de São Paulo. — Foto: WAGNER VILAS/ESTADÃO CONTEÚDO
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  • Em 2024, 10 setores que mais empregam concentram 48,9 milhões de assalariados, e pelo menos seis pagam abaixo da média nacional de R$ 3.932,45.
  • Comércio e reparação de veículos automotores e motocicletas emprega quase 10 milhões (18,2% do total) mas paga média de R$ 2.797,83.
  • Atividades administrativas e serviços complementares reúnem mais de 5,7 milhões de assalariados, com média de R$ 2.392,97; alojamento e alimentação fica em R$ 2.080,17.
  • Setores com menos de 3% dos trabalhadores pagam os maiores salários: organismos internacionais e outras instituições extraterritoriais (R$ 9.678,61); eletricidade e gás (R$ 8.539,07); atividades financeiras, de seguros e serviços relacionados (R$ 8.430,55).
  • Diferenças por educação e gênero: ensino superior aumenta salário em cerca de R$ 5 mil (média de R$ 7.776,59 contra R$ 2.742,41) e homens ganham 16,6% a mais que mulheres (R$ 4.206 vs R$ 3.608,04); Distrito Federal tem a maior média, R$ 6.845,13.

O IBGE divulgou, nesta quinta-feira (24), o relatório de Estatísticas do Cadastro Central de Empresas (CEMPRE) de 2024. O levantamento mostra que seis dos 10 setores que mais empregam pagam salários abaixo da média nacional. O estudo analisou 20 atividades e tem como base dados de 2024.

Entre os setores que concentram mais trabalhadores, o comércio e reparação de veículos automotores e motocicletas é o maior empregador, com quase 10 milhões de assalariados. Ainda assim, a remuneração média é de R$ 2.797,83 por mês, o quarto menor entre as áreas examinadas.

A segunda frente diz respeito a atividades administrativas e serviços complementares, com mais de 5,7 milhões de assalariados e salário médio de R$ 2.392,97. O alojamento e alimentação fica logo abaixo, com média de R$ 2.080,17.

Situação salarial por setor

Setores com menor remuneração somam mais de 48,9 milhões de trabalhadores assalariados, cerca de 90% do total do país, revelando diferenças significativas por escolaridade, gênero e região. Em contrapartida, poucos segmentos pagam altos salários.

Organismos internacionais e outras instituições extraterritoriais, ainda que representem apenas 0,1% dos assalariados, pagam em média R$ 9.678,61, ou quatro vezes mais que o segmento de alojamento e alimentação.

O setor de eletricidade e gás emprega cerca de 0,25% dos assalariados e remunera em média R$ 8.539,07. Em seguida, atividades financeiras, de seguros e serviços relacionados paga R$ 8.430,55, com aproximadamente 1,3 milhão de trabalhadores.

Número de empresas e ocupação

O IBGE aponta que havia cerca de 10,6 milhões de empresas e organizações formais ativas em 2024, aumento de 5,8% frente a 2023. Dessas, 93% são de pequeno porte, com até nove funcionários, e responderam pela maior parte do crescimento.

Ao mesmo tempo, 68 milhões de pessoas estavam employed no país, sendo 54 milhões assalariadas. O dado diferencia ocupados totais de assalariados formais.

Escolaridade e desigualdade

Trabalhadores com nível superior representam 23,6% dos assalariados, porém recebem, em média, cerca de R$ 5 mil a mais que quem tem até o ensino médio. Enquanto universitários ganham em média R$ 7.776,59, quem tem até o ensino médio recebe em torno de R$ 2.742,41.

Homens, por sua vez, tiveram remuneração média de R$ 4.206 em 2024, enquanto as mulheres receberam R$ 3.608,04, ou 16,6% a menos. O estudo também indica que os homens constituem a maioria do emprego assalariado.

Região e distribuição territorial

O Distrito Federal apresenta a maior média salarial, em R$ 6.845,13. O Rio de Janeiro ocupa a segunda posição, com R$ 4.501,35, seguido por São Paulo, com R$ 4.423,04. As diferenças regionais demonstram concentração de renda.

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