- Em 2024, 10 setores que mais empregam concentram 48,9 milhões de assalariados, e pelo menos seis pagam abaixo da média nacional de R$ 3.932,45.
- Comércio e reparação de veículos automotores e motocicletas emprega quase 10 milhões (18,2% do total) mas paga média de R$ 2.797,83.
- Atividades administrativas e serviços complementares reúnem mais de 5,7 milhões de assalariados, com média de R$ 2.392,97; alojamento e alimentação fica em R$ 2.080,17.
- Setores com menos de 3% dos trabalhadores pagam os maiores salários: organismos internacionais e outras instituições extraterritoriais (R$ 9.678,61); eletricidade e gás (R$ 8.539,07); atividades financeiras, de seguros e serviços relacionados (R$ 8.430,55).
- Diferenças por educação e gênero: ensino superior aumenta salário em cerca de R$ 5 mil (média de R$ 7.776,59 contra R$ 2.742,41) e homens ganham 16,6% a mais que mulheres (R$ 4.206 vs R$ 3.608,04); Distrito Federal tem a maior média, R$ 6.845,13.
O IBGE divulgou, nesta quinta-feira (24), o relatório de Estatísticas do Cadastro Central de Empresas (CEMPRE) de 2024. O levantamento mostra que seis dos 10 setores que mais empregam pagam salários abaixo da média nacional. O estudo analisou 20 atividades e tem como base dados de 2024.
Entre os setores que concentram mais trabalhadores, o comércio e reparação de veículos automotores e motocicletas é o maior empregador, com quase 10 milhões de assalariados. Ainda assim, a remuneração média é de R$ 2.797,83 por mês, o quarto menor entre as áreas examinadas.
A segunda frente diz respeito a atividades administrativas e serviços complementares, com mais de 5,7 milhões de assalariados e salário médio de R$ 2.392,97. O alojamento e alimentação fica logo abaixo, com média de R$ 2.080,17.
Situação salarial por setor
Setores com menor remuneração somam mais de 48,9 milhões de trabalhadores assalariados, cerca de 90% do total do país, revelando diferenças significativas por escolaridade, gênero e região. Em contrapartida, poucos segmentos pagam altos salários.
Organismos internacionais e outras instituições extraterritoriais, ainda que representem apenas 0,1% dos assalariados, pagam em média R$ 9.678,61, ou quatro vezes mais que o segmento de alojamento e alimentação.
O setor de eletricidade e gás emprega cerca de 0,25% dos assalariados e remunera em média R$ 8.539,07. Em seguida, atividades financeiras, de seguros e serviços relacionados paga R$ 8.430,55, com aproximadamente 1,3 milhão de trabalhadores.
Número de empresas e ocupação
O IBGE aponta que havia cerca de 10,6 milhões de empresas e organizações formais ativas em 2024, aumento de 5,8% frente a 2023. Dessas, 93% são de pequeno porte, com até nove funcionários, e responderam pela maior parte do crescimento.
Ao mesmo tempo, 68 milhões de pessoas estavam employed no país, sendo 54 milhões assalariadas. O dado diferencia ocupados totais de assalariados formais.
Escolaridade e desigualdade
Trabalhadores com nível superior representam 23,6% dos assalariados, porém recebem, em média, cerca de R$ 5 mil a mais que quem tem até o ensino médio. Enquanto universitários ganham em média R$ 7.776,59, quem tem até o ensino médio recebe em torno de R$ 2.742,41.
Homens, por sua vez, tiveram remuneração média de R$ 4.206 em 2024, enquanto as mulheres receberam R$ 3.608,04, ou 16,6% a menos. O estudo também indica que os homens constituem a maioria do emprego assalariado.
Região e distribuição territorial
O Distrito Federal apresenta a maior média salarial, em R$ 6.845,13. O Rio de Janeiro ocupa a segunda posição, com R$ 4.501,35, seguido por São Paulo, com R$ 4.423,04. As diferenças regionais demonstram concentração de renda.
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