Em Alta Copa do Mundo NotíciasAcontecimentos internacionaisPessoasPolíticaConflitos

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

STJ condena Bradesco a pagar mais de R$ 600 milhões em ação envolvendo construtora falida

STJ condena Bradesco a R$ 650 milhões à massa falida da Montreal Engenharia por irregularidade na dação de bens a terceiros e repasse a Inepar

Photo
0:00
Carregando...
0:00
  • O Superior Tribunal de Justiça condenou o Bradesco a ressarcir a massa falida da Montreal Engenharia, cuja falência foi decretada em 2006 e cuja atividade estava suspensa desde 1998.
  • A decisão determina o pagamento de R$ 20,4 milhões atualizados pela Selic desde 16 de abril de 1998, o que corresponde a quase R$ 650 milhões em valores atuais.
  • A Justiça entendeu que o banco se beneficiou indevidamente de acordo com a construtora para se apropriar de bens que deveriam quitar dívidas trabalhistas e, principalmente, dívidas com o Fisco.
  • Pouco antes da decretação da falência, o Bradesco firmou acordo com a Montreal, recebendo equipamentos que somavam cerca de R$ 32 milhões para quitar a dívida; os itens foram então repassados à Inepar em troca de ações.
  • O tribunal considerou irregular a entrega dos equipamentos, afirmando que as transações prejudicaram a massa falida e os credores, em contexto de paridade entre credores e com pessoas ligadas à Montreal.

A Terceira Turma do STJ condenou o Bradesco a ressarcir a massa falida da Montreal Engenharia, incorporadora cuja falência foi decretada em 2006 e cujas atividades foram suspensas em 1998. A decisão foi publicada em acórdão nesta quarta-feira (24). O banco deverá pagar 20,4 milhões de reais, atualizados pela Selic desde 16 de abril de 1998, o que resulta em quase 650 milhões em valores atuais.

Segundo o STJ, o Bradesco se beneficiou de um acordo com a construtora para se apropriar de bens que deveriam quitar dívidas trabalhistas e dívidas fiscais. Em动o dos fatos, a Montreal devia cerca de 32 milhões de reais ao banco por empréstimos para aquisição de equipamentos. Os ativos foram entregues como quitação, o que não seria permitido naquele momento.

Posteriormente, o Bradesco repassou os equipamentos à Inepar, empresa paranaense de infraestrutura, em troca de ações da companhia. A falência da Montreal foi decretada em abril de 1995, e o acordo envolvendo a entrega dos bens ocorreu após esse marco, o que gerou o processo movido pela massa falida em 2018, conduzido pelo escritório Rücker & Longo Advogados.

A Justiça manteve a conclusão de irregularidades no processo de entrega das máquinas e equipamentos, definindo que o banco deve ressarcir a massa falida. O parecer do STJ aponta que a dação em pagamento é uma forma comum de burla à paridade entre credores, e que as transações resultaram em prejuízo aos credores.

A decisão também aponta que as transações envolveram terceiros com conhecimento da situação financeira da Montreal, configurando negociação de ativos da empresa de forma irregular. O Bradesco não tinha, em balanços ou no formulário de referência da CVM, qualquer comunicado específico sobre o valor como fator de risco.

Fonte e contexto

  • Acórdão da Terceira Turma do STJ foi publicado nesta quarta-feira (24).
  • Montreal Engenharia teve falência decretada em 2006 e atividades suspensas em 1998.
  • Bradesco e serviços de avaliação de ativos foram citados pela massa falida em 2018.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais